A escola tem que ser apolítica e laica, diz Josué Bengtson

PTB Notícias 14/11/2018, 16:06


Imagem Crédito: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

Integrante da comissão especial que analisa o projeto conhecido como “Escola sem Partido” (PL 7180/14), o deputado Josué Bengtson (PTB-PA) diz ser favorável à proposta. O texto original recebeu alterações por parte do relator, deputado Flavinho (PSC-SP).

Entre as mudanças, está a inclusão do artigo que determina que o poder público não poderá se intrometer no processo de amadurecimento sexual dos alunos. Também fica impedida qualquer doutrinação ou tentativa de conversão na abordagem das questões de gênero. Além disso, está mantida a proibição, no ensino no Brasil, da “ideologia de gênero”, do termo “gênero” ou “orientação sexual”.

“Sou inteiramente favorável à escola sem partido, sem religião e sem opinião de ninguém. O Estado é laico, o Estado é Estado”, afirma Josué Bengtson.

Na opinião do parlamentar, a escola deve ensinar apenas as matérias que os alunos precisam aprender para passar em provas como o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “A escola não é para educar a criança, o adolescente ou o jovem. A educação é em casa”, diz.

Doutrinação

Josué Bengtson também critica o modelo adotado atualmente pelas escolas públicas brasileiras, que, segundo ele, tem o enfoque na doutrinação de cunho ideológico e sexual.

“O que existe hoje é um trabalho de doutrinação socialista, comunista, anti-família. Esse negócio de gênero, de a criança não saber se é macho, se é fêmea, se é homem, se é mulher, é um absurdo. A educação é familiar, o ensino sobre o sexo deve ser em casa, não na escola”, reforça.

O petebista também se preocupa com a reação de alguns professores quando são confrontados com a opinião contrária dos alunos. “Eles passam a perseguir, a fazer uma lavagem cerebral, lançar o jovem contra a família. A escola não existe para isso. A escola tem que ser apolítica e laica, e o Estado tem que ser laico”, destaca.

Relatório

Na terça-feira (13), houve tentativa de votar o relatório na comissão especial. Mas, além dos intensos debates e das tentativas de obstrução da votação no colegiado, o início das votações no plenário da Câmara dos Deputados acabou por adiar os trabalhos na comissão especial. A próxima reunião está marcada para 20 de novembro.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados