“A História do Brasil que o PT pretende contar é a sua versão dos fatos”

PTB Notícias 27/08/2009, 11:49


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) nesta quinta-feira (27/8):Nenhum povo sobrevive sem memória Nixon renunciou à presidência, em 1974, enquanto o Congresso conduzia um processo de impeachment, motivado pelo escândalo de Watergate, um dos fatos mais marcantes da história americana.

É que, na Casa Branca, as autoridades não apagam gravações: entendem que ali está sendo documentada a história do país.

Aqui, porém, Dilma pode ficar tranquila: o Planalto tem segurança de boate (ou de padaria), apaga tudo rapidamente para proteger a identidade dos frequentadores.

A História do Brasil que o PT pretende contar é apenas a sua versão dos fatos.

Passado deletadoNão colou a historieta do ministro Jorge Félix de que o sistema interno de câmeras do Planalto armazena apenas e tão-somente 30 dias de imagens.

De acordo com o edital de licitação, lançado em 2004, uma das exigências do governo era, especificamente, o armazenamento de registros de entrada de pessoas por mais de seis meses.

De uma forma ou de outra, já estamos no fim do mês do cachorro louco, e estes seis meses já escorreram pelo ralo.

Vida eternaDe um lado, Lina demorou para vir a público contar o diálogo que teria tido com Dilma; de outro, o maior problema do governo não é mais o encontro em si, mas as historietas que contou para esconder qualquer suposta reunião.

Dilma deve escapar deste imbróglio por falta de provas, mas mesmo a mera suspeita é um fantasma que tem vida eterna.

O encontro não morrerá tão fácil e estará rondando as eleições de 2010, se o prazo de validade da candidatura da ministra for maior do que o das gravações das câmeras do Planalto.

Nem um nem outroA Câmara também tentou entrar na história de Lina e Dilma, mas foi barrada pela base aliada.

Foram derrubados o convite para ouvir Iraneth Weiler (que confirma a existência da reunião Dilma-Lina), que era chefe de gabinete de Lina na Receita, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, e a convocação de Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, na Comissão de Segurança.

Com muito suor, lágrimas e café a presidenciável Dilma Rousseff está sendo protegida no Congresso.

Os novos heróis da NaçãoAs demissões em massa na Receita Federal, depois das demissões de Lina Vieira e de alguns superintendentes, colocaram o órgão na boca do povo e nas manchetes de jornais.

O discurso da saída, animado pelas denúncias de Lina, coloca estes servidores como último bastião da ética no Estado ao dizer que, pelo menos ali, não cabe ingerência de estranhos à técnica.

Prato cheio para quem está sempre a buscar novos heróis.

Dá a impressão de que antes da montagem desta crise a Receita Federal era um pólo imaculado de orgulho da Nação.

Chega de lengalengaNinguém aguenta mais a lengalenga do noticiário político nesses últimos dias.

É a interminável crise do Senado de um lado (que ocasiona a total falta de produção legislativa), é a discussão sobre o encontro Lina e Dilma de outro, e ainda as idas e vindas do governo e do PT para salvar Sarney.

O Brasil real não está parado, muito pelo contrário, mas alguém que se guie apenas pela leitura dos jornais vai pensar que nada acontece fora dos domínios da Praça dos Três Poderes.

O tal do “foco” da imprensa anda muito limitado.

Nem tudo está perdidoDepois de quase um mês sem atividades no Plenário, os senadores enfim abriram a Ordem do Dia da Casa e votaram alguns projetos.

Quer dizer, não projetos propriamente ditos, mas acordos internacionais.

A sessão de votação, após acordo de líderes, durou 30 minutos e produziu importantes decisões, como a aprovação de tratados entre o Brasil e países como Índia, Israel e África do Sul, além de nomeação de embaixadores para assumir postos em Malta e Barbuda.

Afinal, como é que Lula poderia fazer avançar sua política externa sem embaixada em Barbuda?Apagão na EsplanadaEstá crescendo o temor na Esplanada dos Ministérios de que a gripe suína acabe se tornando o “apagão” do governo Lula, assim como a falta de energia e os blecautes marcaram o último período da gestão FHC.

O Brasil já se tornou o primeiro do ranking mundial em mortes totais por conta da gripe, e se antes os brasileiros eram orientados a não viajar para países como Argentina e México por conta da doença, agora são os estrangeiros que começam a pensar duas vezes na hora de escolher o Brasil como destino turístico ou de negócios.

E a população já se pergunta: será que os números são verdadeiros ou estão escondendo a realidade? O Maranhão, por exemplo, um estado cujo saneamento básico é risível, ainda não registrou nenhuma morte, assim como o Piauí, que não fica atrás nas condições sanitárias.

Deus queira que não, mas já começo a ficar preocupado.

Não vem que não temPor falar em Gripe Suína, só espero que os líderes governistas não pensem em aproveitar o aumento no número de óbitos por conta da doença para se lambuzar no discurso terrorista e oportunista de que a culpa do problema é da derrubada da CPMF.

Vão querer dizer que a criação da CSS é uma necessidade urgente para combater a malfadada gripe, que os recursos serão apenas para a saúde, blá-blá-blá.

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Essa não cola.

É hojeTodos os olhos no Supremo Tribunal Federal na tarde de hoje, na qual a denúncia oferecida contra o ex-ministro Antonio Palocci em razão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa será analisada.

As apostas ainda estão na rejeição da acusação contra o ex-ministro, mas os mais céticos acreditam em um pedido de vista de algum ministro, o que prolongaria ainda mais o caso.

Será que Palocci consegue, finalmente, pegar seu salvo-conduto? O STF, se acabar com tudo esta tarde, recoloca Palocci como uma figura de proa de seu partido, o PT.

Desejo-lhe boa sorte, ministro.