A pedido de Amorim, Comissão cobra do TCU investimentos do BNDES em RO

PTB Notícias 11/07/2007, 9:24


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados acatou a sugestão do deputado federal Ernandes Amorim (PTB/RO) e requereu do Tribunal de Contas da União (TCU) um levantamento pormenorizado dos investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em favor da agropecuária em Rondônia.

Durante reunião ocorrida na última segunda-feira (09/07), no Parque de Exposição Hermínio Victorelli, onde se realiza a 28ª edição da Expojipa, em Ji-Paraná, Amorim questionou o porquê do BNDES liberar recursos para apenas um grupo de cinco frigoríficos, em detrimento de mais de 500 que operam no país e aguardam tratamento igualitário.

Segundo Amorim, esse expediente pode estar favorecendo, inclusive, o cartel do boi que vem se instalando no Estado.

O deputado tem denunciado a cartelização de frigoríficos em Rondônia e tem cobrado posição dos órgãos competentes – Ministério da Agricultura – para evitar desemprego, queda na receita e falência do setor que mais gera renda no Estado.

Ele também sugeriu a Comissão de Agricultura se empenhar com afinco para garantir a regularização fundiária de Rondônia, o que em sua visão tem atrapalhado todo o setor produtivo do Estado, provocado crises e marginalizado os produtores rurais.

Apesar de comemorar a liberação da licença ambiental para a usina hidrelétrica no rio Madeira, Amorim criticou a lentidão, o excesso de burocracia, e a distorção entre o que quer o Governo Federal anunciado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o procedimento adotado por uma “elite técnica” a serviço “de não sabe quem” com o propósito, segundo ele, de atrapalhar empreendimentos necessários ao crescimento regional e do país.

“Agora é que devemos nos unir ainda mais e permanecer em alerta.

Essa licença é apenas um passo para assegurar que vá a leilão em outubro.

Aindafaltam outras duas.

Governo, parlamentares, segmentos sociais organizados têm que marchar juntos para assegurar os novos passos e, dessa forma, viabilizar esse empreendimento tão esperado”, afirma Amorim.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Rondonotícias)