A pedido de Amorim, comissão da Câmara vai investigar sindicância do Dipoa

PTB Notícias 6/08/2009, 10:38


A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados designou nesta quarta-feira (05/8), cinco parlamentares para auditarem as sindicâncias realizadas por fiscais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), com o fim de desestabilizar a Superintendência de Agricultura Federal em Rondônia, perseguir servidores, manipular e vazar relatórios, e prejudicar o setor produtivo no Estado.

Essas sindicâncias, de acordo com o autor da denúncia e pedido de investigação, deputado federal Ernandes Amorim (PTB), foram feitas a mando do diretor do Dipoa Nelmon Oliveira Costa.

Ainda na denúncia formalizada à Comissão de Agricultura, por Amorim, os fiscais vindos de Brasília, estariam agindo para favorecer conglomerados frigoríficos.

Os parlamentares designados para a auditagem são: Valdir Colatto (PDMB-SC), Moacir Micheleto (PMDB-PR), Moreira Mendes (PPS),Amorim e um deputado do Mato Grosso – que deve ser confirmado nesta quinta-feira (6).

A auditagem nas sindicâncias foi solicitada por Amorim na terça-feira passada e, durante sessão da Comissão de hoje foi aprovada e constituída.

Segundo o parlamentar, o trabalho servirá para se mostrar a inversão patrocinada pelo diretor, que teria mandado investigar denunciantes e não denunciados nas constantes irregularidades praticadas por fiscais de inspeção, vindos de Brasília, com intuito de favorecer conglomerados frigoríficos A Comissão também decidiu que a convocação do ministro da Agricultura, Reinhold Stefhanes, marcada para esse mês, será feita no início de setembro, tempo necessário para os parlamentares analisarem as sindicâncias.

O ministro foi convocado para discutir com os parlamentares as denúncias de ligações de um grupo de fiscais em Brasília com conglomerados frigoríficos e a atuação do diretor do Dipoa, que se considera figura maior que o ministro.

“Boa parte dos deputados querem que a auditoria seja feita nas sindicâncias em todo país, mas conseguimos restringi-la, por enquanto, ao que foi feito em Rondônia.

O jogo de carta marcada daqui deve ser o mesmo em outros estados e o ministro poderá avaliar melhor como age esse grupo de fiscais a mando de conglomerados e tomar as devidas e cabidas providências”, afirma Amorim.

fonte: site Rondônia Dinâmica