A pedido de Sabino, Câmara vai instalar CPI para investigar crime organizado

PTB Notícias 7/07/2017, 9:28


Imagem Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1499457796946{margin-bottom: 0px !important;}”]O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), autorizou o requerimento do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) e vai instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar a atuação do crime organizado no Brasil, a origem de recursos, armamentos, custos sociais e econômicos da violência relacionada.

Segundo Sabino, o intuito da CPI é investigar e buscar soluções eficazes para combater as facções criminosas e o crime organizado no Brasil. “A segurança pública no Brasil está totalmente comprometida, a violência só aumenta a cada dia, e temos o conhecimento e dados que asseguram que essas facções criminosas que dominam e controlam o tráfico de drogas e de armas no Brasil, além de sequestros, homicídios, lavagem de dinheiro e outros crimes, já estão atuando inclusive internacionalmente”, destacou.

O parlamentar explica ainda que o crime organizado está em grande evolução no país e que é necessário que medidas urgentes sejam tomadas. “Nem mesmo os especialistas mais pessimistas conseguiram prever tamanha expansão do crime organizado no Brasil. Só o PCC arrecada cerca de R$ 300 milhões por ano, com o crime, e tem cerca de 50 mil membros; o Comando Vermelho, R$ 60 milhões, com mais de 30 mil membros; e a FDN em torno de 30 milhões, com 200 mil membros cadastrados. A situação da segurança pública é tão drástica que o Mapa da Violência de 2016 apontou que o Brasil atingiu a marca recorde de homicídios da história do país, sendo 59.627 mil em 2014. Para termos a dimensão da gravidade desses números, de acordo com dados da ONU para 2015, 150 países e territórios somaram juntos 55.574 mil homicídios, e o Brasil sozinho conseguiu alcançar um número maior do que esse”, enfatizou.

O deputado amazonense relembra ainda as drásticas chacinas que vitimaram 60 pessoas dentro do presídio de Manaus (AM), 26 detentos em Alcaçuz (RN) e 33 em Boa Vista (RR), em janeiro de 2017. As execuções foram lideradas por facções criminosas que ainda ameaçam levar uma guerra sangrenta para as ruas do país.

Sabino Castelo Branco cita também que recentemente o juiz federal Odilon de Oliveira afirmou que o Brasil tem que enfrentar e matar os membros das facções criminosas, e que o combate ao crime organizado tem que ser com estratégia de guerra, que não há outra alternativa para o país que não seja a utilização dessas técnicas contra essas facções, pois só assim atingiria o coração destas organizações que estão na sustentação econômica baseada no narcotráfico e no roubo.

“O Brasil tem tratado com perfume francês e talco o crime organizado e com isso os presídios estaduais já estão dominados, e o sistema federal está vivendo sob forte ameaça, e se algo não for feito vai sucumbir também”, frisou Odilon de Oliveira.

Castelo Branco finaliza ressaltando que trabalhou intensamente para conseguir convencer o presidente da Câmara da extrema necessidade da viabilização da CPI, e revelou que recebeu diversas ameaças das facções criminosas e que inclusive anda escoltado há meses.

“Essa guerra é de todos nós. Qualquer um pode ser vítima da drástica violência que aterroriza todo o país. Tem que ter muita coragem para enfrentar essa situação de tentar combater o crime organizado. Eu arrisquei a minha própria vida, me privei de muitas coisas, sou escoltado 24 horas por dia, e até mesmo a minha família está correndo riscos. Não faria tudo isso se realmente não tivesse um objetivo maior, que fosse preocupante e de excessiva relevância. Muitas famílias estão perdendo seus jovens para as drogas, para o tráfico, e nós precisamos lutar contra essas facções criminosas, porque até agora nada do que foi feito para conter a evolução delas tem tido, de fato, resultado. Desse modo alguém precisa tomar a frente e tentar encontrar uma solução para defender o Brasil contra o crime”, concluiu.

A data da instalação da CPI ainda não foi definida, mas só deverá ocorrer depois do recesso parlamentar do Congresso Nacional, iniciado em 18 de julho, com o retorno dos trabalhos previsto para 1º de agosto.

Com informações da assessoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]