Adilson Amadeu mostra preocupação com custos e “herança” da Copa

PTB Notícias 23/06/2013, 22:09


Confira a opinião do vereador Adilson Amadeu (PTB da Capital), 2o.

vice-presidente da Câmara Municipal:”Não, a minha intenção não é discutir o jogo, nem a Copa das Confederações, mas refletir sobre o significado do torneio no momento que vivemos.

Será que o placar será capaz de mudar a disposição e o ânimo daqueles vêm tomando as ruas nos últimos dias? Sim, não, talvez.

Agora muitos vêm a público discutir a conveniência da realização da Copa no Brasil.

Puro “discurso de ocasião”, até de quem vai às ruas.

Antes, dizia-se que não seriam usados recursos públicos em estádios, prometeram melhorias na infraestrutura e fala-se muito no legado que esses torneios deixarão para o país.

Precisamos ficar atentos para que a tal “herança” não seja maldita.

Os números são preocupantes.

O custo oficial da Copa de 2014 já chegou a R$ 28 bilhões.

A fatura deve fechar em R$ 33 bilhões, 85,5% custeados pelos governos federal, estadual e municipal.

Há quem diga que será muito maior.

Podemos até não ficar com a taça, mas teremos a “Copa mais cara da história”, dizem.

Diariamnte, recebemos queixas sobre falta de vagas em creches, leitos em hospitais; longas filas para consultas médicas e exames.

O trânsito é ruim e o transporte público péssimo.

Estão se transformando em marcas registradas da nossa cidade.

Não há fato novo, mas lembro que há dois anos fui um dos poucos a votar contra os incentivos para construção do Itaquerão.

Nunca fui contra o estádio, mas contra as falsas promessas que faziam aos moradores da zona leste.

A um ano da Copa FIFA, a situação não mudou.

No transporte público, a situação continua tão crítica quanto antes.

Há dois anos fui criticado, hostilizado e ameaçado por votar contra a mentira que era vendida.

Hoje, muitos daqueles que me atacaram, saem às ruas contra o aumento das tarifas e queixam-se dos gastos realizados com a Copa.

Talvez precisassem fazer mea culpa.

Decisões populistas nem sempre são as mais acertadas.

Isso valia naquele momento e agora.

Baixar as tarifas sem calcular os efeitos que isso provocará sobre o próprio sistema de transporte e outros, pode significar no futuro um problema maior.

No passado falava-se em política de pão e circo.

Hoje precisamos ficar atentos, para não ficarmos apenas com o circo”.

Fonte: Diretório do PTB de São Paulo