Aidan Ravin fará auditoria no Instituto Castanheira em Santo André (SP)

PTB Notícias 15/01/2009, 10:32


A Prefeitura de Santo André promete anunciar nesta quinta-feira (15/01) os detalhes referentes aos contratos firmados nos últimos anos pela administração petista com ONGs, que serão objeto de auditoria externa nos próximos dias.

A gestão petebista de Aidan Ravin pretende afastar qualquer indício de irregularidade nos convênios em curso.

Um dos principais alvos deste exame minucioso nas contas públicas é o Instituto Castanheira de Ação Cidadã, que presta serviço ao poder público na área da Educação.

Com estrutura de 366 funcionários e quase R$ 13,5 milhões anuais para desenvolver projetos ligados à capacitação de professores e prestar assistência a crianças e adolescentes de zero a 12 anos (incluindo a gestão da Sabina Escola Parque do Conhecimento), a instituição é suspeita de desvio e superfaturamento de verba.

Segundo informações, rechaçadas pela assessoria da ONG, quem estaria por trás do instituto é Cleuza Repulho (ex-secretária de Educação de Santo André e atual titular da Pasta em São Bernardo) – até o nome da vice-prefeita andreense, Dinah Zekcer (PTB), também foi cogitado.

Elas não foram encontradas para comentar o assunto.

“É uma leviandade dizer que elas têm ingerência na direção”, garantiu a assessoria da entidade.

Além da proximidade profissional de Cleuza com a ONG por conta dos convênios com a Prefeitura – todos firmados em 2004, na gestão dela à frente da Educação -, a ex-secretária manteve namoro de cerca de três meses com o advogado Alan Cortez de Lucena, idealizador do Castanheira, que morreu em dezembro de 2006.

Hoje, quem dirige a instituição é Aruanã Cortez de Lucena, irmão de Alan.

Déficit – A reportagem do Diário do Grande ABC esteve nesta quarta-feira (14/01) no local onde funciona a parte administrativa da ONG, em uma casa na Vila Bastos.

Em função da ausência de Aruanã, quem respondeu os questionamentos do Diário foi o advogado e presidente do PT de Ribeirão Pires, Manoel Marques.

Ele apresentou documentos referentes aos repasses e gastos de cada um dos cinco convênios geridos pelo instituto, relativos ao ano de 2007 – os dados de 2008 serão finalizados em março, disse Marques.

Os demonstrativos apontam déficit de quase R$ 565 mil.

A direção do instituto ainda demonstra preocupação com a atual situação.

“A renovação do contrato não foi assinada pelo (ex-prefeito petista) João Avamileno e nem pelo Aidan.

Se até segunda-feira não tivermos uma posição, teremos de dar aviso prévio aos funcionários, além de arcar com as despesas decorrentes desta primeira quinzena trabalhada, já que não recebemos o repasse.

“A ONG atendeu no ano passado 295 crianças.

Atualmente, 147 estão abrigadas nas 10 casas-abrigo de responsabilidade da instituição.

O custo de cada criança, segundo a Castanheira, é de R$ 1.

650, dado conflitante ao especulado nos bastidores, de que o valor chegaria a R$ 7.

000.

Sobre a auditoria, Marques afirmou estar tranquilo: “É um processo natural na mudança de governo.

Não há receio.

O Tribunal de Contas nunca apontou óbice nos contratos e nosso trabalho é pautado pela seriedade e transparência”.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Diário do Grande ABC)