Alagoas passa por quadro caótico na segurança pública, alerta Collor

PTB Notícias 10/04/2013, 18:22


O senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou nesta quarta-feira (10/4/2013), em discurso em plenário, que as “mazelas administrativas” do atual governo de Alagoas continuam prejudicando o andamento de áreas e serviços públicos essenciais para a população alagoana.

“A letargia se apoderou da gestão do atual governador”, disse Collor ao afirmar que são “permanentes e intermináveis” as crises na segurança pública, saúde e educação do estado.

Atualmente, de acordo com Collor, uma das áreas mais prejudicadas pelo descaso governamental é a segurança pública, mesmo com o apoio do plano Brasil Mais Seguro do governo federal.

O senador afirmou que o número de homicídios voltou a crescer em Alagoas, enquanto outros estados que também receberam recursos do plano viram a violência diminuir significativamente.

Este ano já ocorreram 207 homicídios, alertou Collor, fazendo de Alagoas o estado “onde mais se assassina pessoas” no Brasil.

Além disso, Maceió é considerada uma das cidades mais violentas do país.

Para o senador, “o comportamento leniente” faz com que o governo de Alagoas deixe de cumprir seu dever, “sem piedade”, na área de segurança pública.

A segurança pública de Alagoas estaria passando por um “quadro caótico”, acrescentou.

Segundo Collor, os jornais alagoanos publicam diariamente notícias sobre violência e crimes, como o recente arrastão às portas do maior centro educacional de Maceió.

Ele criticou a ausência de efetivos policiais para prestar segurança na capital e no interior do estado, além das poucas armas e viaturas.

O próprio Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas estaria em situação falimentar, disse Collor.

PromessasO senador acusou o governador do estado, Teotônio Vilela Filho, de não cumprir promessas de campanha.

Nas eleições de 2006, ele teria prometido contratar mil homens ao ano para suprir as aposentadorias e a defasagem natural de policiais.

“Houve um estelionato político, porque a população acreditou na palavra de um postulante ao governo que não a honrou ao se apropriar da caneta de governador.

A palavra de palanque tem de ser palavra de governo.

“Fonte: Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado