Álvaro Porto pede reabertura de casas de farinha interditadas em municípios de Pernambuco

Agência Trabalhista de Notícias 7/06/2018, 9:13


Imagem Crédito: Roberto Soares/Alepe

A permanência das atividades de cinco unidades de produção de farinha nas cidades localizadas no Agreste Meridional pernambucano foi defendida, na terça-feira (5), pelo deputado estadual Álvaro Porto (PTB-PE).

Quatro casas de farinha do município de Lajedo e uma de Jupi tiveram as atividades suspensas após operação do Grupo Móvel formado por representantes do Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF). A ação detectou a falta de registro formal de trabalho e a ausência de equipamentos de proteção nas fábricas, entre outras irregularidades que, segundo o MPT, atingiam 94 trabalhadores.

“Não se questiona a necessária fiscalização dos órgãos responsáveis e averiguação das normas que asseguram a integridade de quem trabalha. Porém, é fundamental que se tenha sensibilidade diante do contexto, pois a suspensão compromete uma grande rede de pequenos produtores cuja renda depende dessa produção”, declarou Porto.

O deputado ressaltou que o Grupo Móvel não encontrou trabalho escravo, nem foram vistas crianças e adolescentes trabalhando nas fábricas. “A maioria das casas de farinha é comunitária, mas o valor das multas aplicadas na operação é exorbitante”, considerou.

O petebista registrou que os prefeitos de Jucati, Jupi, Lajedo, Calçado e São João se reuniram com empresários e sindicatos locais na segunda-feira (4), no intuito de buscar soluções para a questão das fábricas de farinha.

Álvaro Porto cobrou, ainda, a implantação de políticas de incentivo para a cadeia produtiva de mandioca em Pernambuco. “É preciso ir além da fiscalização e se dispor a contribuir para a adoção de políticas que preservem empregos, mantendo as casas de farinha vivas e ajustadas às normas legais”, argumentou.

Com informações da Assembleia Legislativa de Pernambuco