Amorim cobra investimento para recompor área degradada em Rondônia

PTB Notícias 20/02/2008, 8:38


Para se contrapor ao “Estado Policialesco” anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente, que deverá vigorar nos próximos dias sob o argumento de se combater o desmatamento acentuado em quatro localidades de Rondônia e em outras 32 na Amazônia– que apresenta dados díspares dos próprios órgãos governamentais,o deputado federal Ernandes Amorim (PTB/RO) defendeu nest terça-feira (19/02), em discurso na Câmara dos Deputados, medidas mais realistas para promover o desenvolvimento sustentável.

As medidas urgentes e com base na realidade seriam a liberação de R$ 200 milhões disponíveis no Orçamento da União para a recomposição de um milhão de hectares de área degradada no Estado, e suspensão da licitação para exploração de 96 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.

“Essas ações são fundamentais para evitar espetáculos na mídia de que somos um Estado marginal e devastador da Amazônia.

Todos temos o dever de lutar pela preservação, mas ao governo cabe o papel claro de disciplinar e ordenar, o que infelizmente o Ministério do Meio Ambiente não tem feito.

Há um déficit na recuperação dessa área degradada, não temos a regularização fundiária, só a indústria da multa e agora o Estado policial”, afirma o deputado.

Amorim disse ter conversado com todos membros da bancada federal sobre uma tomada de posição quanto à ausência de políticas claras para o desenvolvimento sustentável.

Ao coordenador da bancada, deputado Eduardo Valverde (PT), ele cobrou uma posição.

Valverde teria uma audiência ainda hoje com a ministra Marina Silva (MMA).

Quanto a Flona do Jamari, Amorim relembra que a população precisa entender o que se pretende fazer com a floresta e como participará desse novo modelo de gestão: “Estou certo de que um processo dessa importância, alem dos aspectos econômicos, envolve questões até de segurança nacional, pois está em jogo o nosso subsolo rico em minerais estratégicos, e a nossa rica floresta com essências florestais, que tem sido objeto de grandes cobiças internacionais e ações de biopirataria”.

Ele lembra ter recebido apoio do povo e de varias organizações civis, além do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Rondônia, Hélio Vieira.

“Assim que como eu, eles não conseguem entender essa licitação para exploração das nossas florestas, quando a lógica e a racionalidade indicam que o nosso processo de desenvolvimento sustentável, passa por grandes projetos de recuperação das nossas áreas degradadas e nunca pela exploração das nossas florestas”, disse o petebista.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Diário da Amazônia)