Amorim critica política de concessão de crédito do BNDES aos frigoríficos

PTB Notícias 15/07/2009, 9:13


O Deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) abordou, em discurso no plenário da Câmara nesta segunda-feira, 14/07, a política de concessão de crédito do BNDES aos frigoríficos.

Segundo ele, esta política tem sido um “desastre para o setor”: “Somente beneficia os grandes conglomerados em detrimento as pequenas e médias plantas, que estão sendo fechadas por absoluta falta de apoio financeiro para capital de giro e investimentos para ampliação.

Enquanto isso os grandes conglomerados, mesmo em estado pré-falimentar, conseguem recursos até para enviar para o exterior, e para adquirir as plantas frigoríficas fechadas por falta de capital de giro, e inviabilizadas pela retração do mercado, pelos elevados encargos sociais, fiscais e trabalhistas”.

O Deputado afirmou que os grandes grupos com apoio do BNDES, “deitam e rolam, pagam os pecuaristas como bem entendem, e além dos recursos oficiais, ainda usam os recursos que pertencem aos pecuaristas para aquisição de novas unidades, como é o caso do Grupo JBS-Friboi, que acaba de tomar posse de cinco plantas frigoríficas no Estado de Mato Grosso”.

“Trata-se a nosso ver do início de um processo de concentração na cadeia da carne, onde os pecuaristas ficam totalmente vulneráveis na manipulação dos preços na formação desse cartel em detrimento da concorrência.

Entendo que mesmo nesse cenário de instabilidade econômica, a aquisição é perigosa, é muito ruim para o setor, pois concentra a atividade de abate nas mãos de poucos, facilitando o processo de oligopolização, pois o ideal seria que o BNDES socorresse esses produtores com suas plantas paralisadas, ampliando assim o mercado e abertura de novos empregos.

O mercado quando pulverizado, com várias plantas, mesmo que seja de pequeno porte, cria oportunidades de novos negócios e parcerias, é sabido que a criação de oligopólios sufoca os pequenos e médios produtores é muito mais vantajosas para o setor a reativação dessas plantas, até mesmo por empresários que ainda não estão no mercado”, disse Ernandes Amorim.

“Queremos fazer um salto qualitativo na produtividade e colocar o Brasil à frente do crescimento global.

As medidas a serem anunciadas nas próximas semanas deverão criar condições para que as empresas brasileiras de todos os portes possam competir no mercado internacional, pois afirma o ministro Mantega, que será extinta a contribuição de 25,5% sobre a folha de salários que os empregadores têm de pagar para assistência social, o que sem dúvida alguma remove um grande elemento do custo Brasil, que enfraquece em muito a nossa competitividade”, concluiu o Parlamentar petebista.

* Agência Trabalhista de Notícias