Amorim faz alerta sobre adiamento do leilão das usinas do Madeira

PTB Notícias 1/10/2007, 9:38


“Rondônia está para ser prejudicada no empreendimento energético previsto para o rio Madeira, a construção das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, em decorrência do adiamento do leilão, enquanto o Tribunal de Contas da União analisa o edital, por conta da briga entre as construtoras interessadas nas obras, a Odebrecht que participa de um consórcio com Furnas, e a Camargo Corrêa, que se articula nos bastidores com os eficientes lobistas, para entrar como sócia de uma das estatais controladas pela Eletrobrás”.

Este foi o alerta feito nesta quinta-feira (27/09) pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB/RO), durante discurso no Plenário da Câmara dos Deputados.

A briga já ganhou fóruns internacionais e está sendo analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Segundo Amorim, “novos complicadores” se apresentam, uma vez que os nomes das empresas que vão se associar às estatais, apenas serão divulgados depois que o governo publicar o edital do leilão, e que as subsidiárias Eletronorte, Chesf, Eletrosul e Furnas não entrariam na disputa.

Mas divergências, segundo Amorim, não faltam nesse empreendimento desde o “complicado parto”, a liberação do licenciamento ambiental, passando pelo projeto executivo e discussão dos valores entre as empresas e a esfera pública após a conclusão do estudo de viabilidade.

“Discussões provocadas pelo excesso de burocracia de áreas do governo que insistem andar na contramão do nosso desenvolvimento”, afirma o parlamentar.

Amorim ressaltou ainda os isentos estudos técnicos realizados para viabilizar a obra.

“Estes derrubam de forma definitiva o falso discurso dos inimigos do desenvolvimento de Rondônia e do Brasil, pois a energia elétrica a ser gerada no rio Madeira, terá um papel fundamental para o atendimento da demanda a médio e longo prazos em nosso país, que muito contribuirá para a redução das emissões de gases do efeito estufa e nosso desenvolvimento sustentável.

O complexo hidrelétrico do rio madeira representa um marco divisório para o desenvolvimento da nossa Amazônia, com energia elétrica de baixo custo, sem queima de combustíveis fosseis, atrairemos indústrias para a região, geraremos empregos para o nosso povo e maior distribuição de rendas”, disse.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do jornal Na Hora Online)