Amorim quer aproveitar mobilização para resolver conflito em Bom Futuro

PTB Notícias 3/10/2009, 9:40


O deputado federal Ernandes Amorim (PTB-RO) quer aproveitar a mobilização dos parlamentares federais e estaduais, além do Governo de Rondônia, em Brasília, na próxima semana, no acompanhamento da votação em segundo turno da PEC da Transposição, para ter uma audiência com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e por fim a novela de validação jurídica de parte da Floresta Nacional (Flona) Bom Futuro, onde vivem cerca de cinco mil famílias, que estão sendo “retiradas à força” na base do tiro e gás lacrimogêneo “como se bandidos fossem” por uma força tarefa do Instituto Chico Mendes, Força Nacional e Polícia Federal.

Na noite da última quarta-feira (30/9), Amorim começou a articular, por telefone, essa audiência, com o governador Ivo Cassol (PP), o presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Oliveira (PSDC), e comissão de moradores da Flona.

“A idéia é irmos juntos ter uma conversa com o presidente Lula para por fim esse impasse e evitar conflitos em Bom Futuro, pois pelos relatos das pessoas de lá, é para isso que descamba, em função da truculência da força tarefa na área interditando bombas, mercearias, enxotando todo mundo sob mira de armas e tratando trabalhadores como se fossem bandidos.

É um absurdo.

O Governo Federal patrocinou um acordo fajuto, fugiu de sua responsabilidade e agora vem a força policial agir dessa forma.

Temos que tomar e cobrar providências urgentes”, afirma o parlamentar.

A proposta a ser feita ao presidente Lula, segundo Amorim, é que seja enviada em regime de urgência ao Congresso Nacional uma Medida Provisória validando a área para os trabalhadores que vivem e trabalham há mais de uma década.

No início do ano o Ministério do Meio Ambiente mais o Governo de Rondônia assinaram um acordo que previa a cessão da área da Flona em troca de uma reserva estadual, a Rio Vermelho, como compensação para resolver o problema de licenciamento na obra de construção da usina Jirau, no rio Madeira.

O acordo não prosperou desde então.

“Esse papel não tem validade nenhuma, foi um engodo contra Rondônia e o Ministério Público Federal já recorreu contra isso.

Só vemos uma saída para resolver essa situação e evitar conflitos: o governo federal editar uma Medida Provisória e acabar com essa novela.

São trabalhadores, famílias e não bandidos que vivem lá.

É preciso respeito, principalmente de um governo que diz lutar pelos trabalhadores”, reclama Amorim.