AP: Mira Rocha acompanha comitiva de ministro à Cia. Docas de Santana

PTB Notícias 6/05/2015, 8:15


O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, reforçou na terça-feira (5/5/2015) o discurso de construção de estratégia de desenvolvimento baseada em ampliação de oportunidades econômicas e capacitações educacionais para os estados do Norte do país.

A declaração foi dada logo após a visita de Mangabeira na Companhia Docas de Santana, a 17 quilômetros de Macapá (AP).

“A Amazônia pode ser a vanguarda desse novo projeto nacional e o Estado do Amapá tem imensas vantagens comparativas para organizar uma indústria madeireira contemporânea sustentável para aproveitar as suas riquezas minerais e para organizar no cerrado uma nova produção de cereais, além de escoar os cereais do Centro-Oeste”, destacou Mangabeira.

A tarefa do ministro ao percorrer os estados da região Norte é assessorar o governo federal na construção de uma estratégia nacional.

Mas antes de dizer o montante a ser empregado pelo governo, Mangabeira fala em conhecer as vontades dos estados para depois definir estratégias e pensar nos recursos.

“Alguns desses elementos são inovações e tem custo zero.

Mas existem outros onde há a necessidade de investimentos de recursos.

“A deputada estadual Mira Rocha (PTB) acompanhou a comitiva do ministro à Companhia Docas de Santana, formada, também, pelo governador Waldez Góes (PDT) e pelo prefeito de Santana, Robson Rocha (PTB), e de técnicos do ministério, e dos governos estadual e municipal.

Outros parlamentares acompanharam a visita técnica.

Eixo econômicoO ministro propôs cinco eixos para o desenvolvimento econômico-social do Amapá: repactuação da federação brasileira, o Estado não deve ser tratado como território federal da União, e implica em pontos tributários e investimentos da iniciativa privada;Retirar o Amapá do isolamento logístico; os incentivos a indústria florestal mineral e agropecuária, além da utilização da Zona Franca Verde para criar oportunidades de inovações tecnológicas; a educação básica.

Para Mira Rocha, o novo modelo de desenvolvimento econômico pensado pelo governo federal para a região passa pela reestruturação da Companhia Docas de Santana.

A petebista entende a necessidade de estruturar o porto, e melhorar o eixo logístico para depois implantar novo paradigma de produção.

“Precisamos ser mais audaciosos.

Temos o porto, ótima posição geográfica e as condições de atender outros centros do país.

Em 2013, movimentamos mais de nove milhões de toneladas e estamos mais próximos do mercado europeu se comparado a outros portos”, enfatizou o prefeito de Santana, Robson Rocha.

“O ministro conhece profundamente as vocações do Amapá, da Amazônia e do país.

Nós temos inúmeras vocações, entre elas o setor mineral, a agricultura, a pesca, a certificação de madeira, onde estamos trabalhando para lançarmos ainda este ano o edital.

Agora, todas essas questões seja de produção local ou de integração com a produção regional, até do Centro Oeste do Brasil, passa pela nossa infraestrutura portuária”, destacou o governador Waldez Góes.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria da Assembleia Legislativa do Amapá Foto: Emerson Renon/Alap