Aprovado PL de Mira que pede construção de ponte em concreto armado

PTB Notícias 22/05/2015, 17:14


Deputados autorizaram, na última segunda-feira (18/05/15), o governador do Amapá, Waldez Góes, a construir uma ponte de concreto no rio Vila Nova, na comunidade de Anauerapucu, no distrito de Santana.

O Vilarejo interliga dois municípios, Santana e Mazagão, no Sul do Amapá.

O parlamento atende a propositura da deputada Mira Rocha (PTB).

“A construção da ponte em concreto armado pode representar um salto importante no desenvolvimento da região”, sustenta a parlamentar.

Segundo o IBGE, a maioria da população do distrito de Anauerapucu é considerada de baixa renda e sobrevive basicamente do extrativismo e de benefícios do governo federal e estadual (bolsa família, renda para viver melhor, bolsa verde, entre outros).

A comunidade, situada à margem esquerda do rio Vila Nova e distante 27 quilômetros da capital do Estado, surgiu de um assentamento agroextrativista, em 2001, organizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, (Incra).

Por ser uma região de assentados, o desmatamento está entre um dos mais graves problemas enfrentado pelo distrito, além do abastecimento de água para consumo humano por conta poluição do rio.

“Aos poucos estamos conseguindo apresentar soluções para os problemas, a água, por exemplo, por meio de projetos universitários foi possível, mesmo de forma limitada, ofertar um produto de qualidade aos moradores, mas é pouco, precisamos de mais alternativas viáveis e garantir as famílias a sustentabilidade”, diz Mira Rocha.

O acesso a Anauerapucu é por via terrestre ou fluvial.

Mas para quem habita em locais mais distantes da sede distrital, o rio é o caminho mais utilizado pelos ribeirinhos para fazer o transporte de produtos para a comercialização, ter acesso à escola e a até mesmo ao posto de saúde.

“A comunidade tem essa peculiaridade, mas a ponte em concreto armado é fundamental para que eles tenham acesso ao mercado e possam comercializar toda a produção”, reforça a petebista.

Outro fator para ser levado em consideração pelo Estado é o custo benefício.

Segundo Mira Rocha, o governo irá economizar, principalmente, com a manutenção.

“Hoje, sabemos o custo para o Estado manter as pontes em madeira em condições de suportar, principalmente, o tráfego pesado”, argumenta a parlamentar, e completa: “A falta de manutenção representa risco para quem trafega local, dificulta o acesso à região e aumenta o tempo de viagem”.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá Foto: Divulgação/ALAP