Argello é relator de PL que cria Plano de Cargos e Salários da PM no DF

PTB Notícias 27/10/2009, 8:07


O projeto de lei que cria o Plano de Cargos e Salários para bombeiros e policiais militares do Distrito Federal, aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada da última quinta-feira, 22/10, tem grandes possibilidades de passar para a etapa seguinte e ser votado em plenário do Senado ainda hoje, 27/10.

Essa é a expectativa dos parlamentares da bancada do DF, que para pressionar os senadores pela votação e aprovação do projeto de lei n° 5.

664, tem encontro marcado hoje com o presidente do Senado, José Sarney, junto com o governador do DF, José Roberto Arruda e representantes de associações da PM e dos bombeiros.

“Hoje às 12h vamos nos reunir com o Sarney e Arruda.

Acredito que colocaremos o PL em pauta no Senado já na tarde de hoje”, disse o senador pelo DF e relator do projeto de lei no Senado, Gim Argello (PTB-DF).

Antes mesmo de programar a reunião com a presidência do Senado, parlamentares a favor da criação do Plano de Cargos e Salários para as duas corporações militares já se mobilizavam no intuito de agilizar a votação do PL na Casa.

Na quinta e sexta-feira passadas, logo após a proposta com benefícios ser aprovada pelos deputados em plenário da Câmara, o senador Gim Argello recolheu assinaturas dos líderes partidários a favor do projeto.

Com isso, conseguiu que o PL tramite no Senado em regime de urgência urgentíssima, ou seja, ir à plenário sem antes passar pelo crivo das comissões temáticas.

“Todo mundo sabe da importância da necessidade da polícia e por isso conseguimos avanços para que o texto seja votado o mais urgente possível”, disse o senador do PTB.

PRESSAA corrida contra o tempo para que a Lei 5.

664 seja logo aprovada no Congresso não é por acaso.

Se a proposta não virar lei até dezembro, policiais militares e bombeiros perdem benefícios previstos para este ano, como as condições para promoção disponíveis no calendário das corporações para 2009.

Apesar do processo andar no Congresso em passos rápidos, os interessados na criação da lei temem ainda possíveis emendas aprovadas no Senado, alterando o texto do projeto.

Caso aconteçam mudanças no documento, o PL retorna direto para avaliação e aprovação em segundo turno na Câmara dos Deputados.

E ainda mais alguns meses até chegar à mesa da Presidência da República para sanção ou veto do presidente Lula.

Entretanto, a bancada do DF e associações ligadas às corporações beneficiadas com o Plano de Cargos e Salários acreditam que o pior no processo de tentativa de criação da lei já passou.

Convencer os deputados federais parece ter sido a mais árdua das etapas para a aprovação da proposta.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Portal Tribuna do Brasil