Arlen Santiago defende exame de mamografia completa na rede pública

PTB Notícias 15/05/2014, 15:23


Em fevereiro deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal, em Brasília, contra a União, em defesa da ampliação do acesso das mulheres aos exames de prevenção e de diagnóstico do câncer de mama.

O conselho questionou a portaria do Ministério da Saúde nº 1.

253, de 12/11/13, que garante o custeio dos procedimentos de mamografia bilateral para rastreamento somente executado em mulheres com idades entre 50 e 69 anos, dificultando assim, o acesso das mulheres entre 40 e 49 anos aos exames.

De acordo com o deputado Arlen Santiago (PTB-MG), que é médico oncologista, essa medida diminui os repasses do governo federal aos municípios para a realização de mamografias e gera um grave problema para as mulheres que necessitam fazer o exame, uma vez que seria custeado apenas a mamografia unilateral, isto é, de uma das mamas.

“A mamografia é um exame que exige a comparação das duas mamas.

Para uma melhor avaliação do caso o exame dos dois lados é fundamental”, destacou.

O parlamentar afirmou que apoia a decisão do CFM, para que o governo federal pague por mamografias para as mulheres de 40 a 49 anos.

“Caso optem pela realização do exame das duas mamas para as mulheres nessa faixa etária, os municípios terão que arcar sozinhos com os custos, pois serão remunerados apenas pela mamografia unilateral”, ressaltou, indignado.

Segundo as entidades médicas, a portaria do Ministério da Saúde é ilegal porque contraria uma lei em vigor desde 2008, que afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve assegurar a realização de exame mamográfico a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade.

Já o ministério contestou as entidades, informando que a portaria não restringe o acesso à mamografia e que apenas muda sua forma de financiamento.

Disse ainda que, de 2010 a 2012, houve um aumento de 25% no número de mamografias realizadas no SUS.

O câncer de mama é a mais frequente e principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), sendo as taxas de mortalidade ainda elevadas muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Arlen Santiago afirma que esse tipo de câncer tem se tornado uma preocupação constante na vida da mulher brasileira.

“O acompanhamento de um especialista, a mamografia periódica e o autoexame podem garantir um diagnóstico precoce e, com isso, as possibilidades de cura são bem maiores”, disse.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da assessoria do deputado Arlen Santiago (PTB-MG)Foto: Divulgação