Armando defende taxa e tempo mínimo de permanência para capital externo

PTB Notícias 4/06/2009, 18:42


O governo deveria não só taxar, mas também fixar prazo de permanência para o capital externo de curto prazo que voltou a entrar no país, foi o que afirmou o deputado federal e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, do PTB de Pernambuco.

Refletindo a principal preocupação colocada hoje pelos parlamentares ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, Monteiro Neto disse que a queda na cotação do dólar americano tornou-se a dor de cabeça dos exportadores.

“Temos que ficar atentos, se há um movimento mais forte do capital especulativo vindo ganhar na arbitragem, ou seja, na diferença entre os juros internos elevados e os juros menores do mercado internacional”, comentou Monteiro Neto.

Na visão do deputado petebista, o dólar baixo é uma dificuldade adicional neste momento de crise global, em que há retração do comércio internacional e queda dos preços dos produtos manufaturados.

“A queda do dólar só agrava o cenário, e contribui para solapar a competitividade das exportações brasileiras”, disse o presidente da CNI.

Somando-se ao debate se o governo deve ou não impor barreiras ao capital externo que vem para ganhar com o diferencial de juros, Monteiro Neto disse defender a reedição de medidas já adotadas pelo Brasil no passado, em épocas de juros elevados e poucas reservas internacionais.

“Eu defendo a atuação do governo em duas direções: a tributação do capital estrangeiro especulativo e a fixação de prazos de permanência no país por esse mesmo capital”, comentou Monteiro Neto, ao sair de sessão conjunta de cinco comissões anticrise da Câmara dos Deputados, que teve a presença de Meirelles.

fonte: Valor Online