Armando destaca importância do projeto Canal do Sertão para o Araripe

PTB Notícias 5/11/2013, 19:02


O senador Armando Monteiro (PTB-PE) lamentou, em discurso nesta terça-feira (05/11/2013), as mudanças feitas no projeto original do Canal do Sertão, obra de infraestrutura hídrica que levará água potável para os diversos municípios do Sertão do Araripe (PE).

Ele enfatizou a importância do empreendimento para os mais de 500 mil habitantes da região que sofrem com a estiagem do semiárido nordestino.

A obra, segundo o senador, é um das soluções de caráter estrutural para o combate da estiagem.

“O Canal do Sertão pernambucano representa uma oportunidade ímpar de interiorização do desenvolvimento para o sertão do Araripe.

E é sem dúvida um antigo anseio da população da região, sendo inclusive motivo de música, cantada em versos, pelo filho ilustre da terra, o nosso saudoso Luiz Gonzaga”, destacou o senador Armando Monteiro.

O senador explicou que, no mês de outubro deste ano, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) publicou edital que modificou o projeto original do Canal do Sertão e retirou várias cidades da região desse projeto de irrigação.

Armando Monteiro defendeu a manutenção do projeto em seu formato original e destacou que a conclusão desse empreendimento representaria um verdadeiro vetor de desenvolvimento para a região, por meio da disponibilização de recursos hídricos em uma área com terras férteis e propícias para irrigação.

“Se antes tínhamos a possibilidade de uma área de irrigação de cerca de 110 mil hectares de terras, conforme previsto no PAC 2, a atual concepção chega a pouco mais de 33 mil hectares, incluindo apenas os municípios de Petrolina, Santa Cruz, Dormentes e Santa Filomena.

Portanto, deixando ao largo áreas de terras irrigáveis de elevada fertilidade na região do Araripe e também do Sertão Central”, lamentou.

Armando Monteiro ressaltou que a região do Araripe possui um enorme potencial produtivo e, com o Canal do Sertão em sua inteireza, poderia se transformar em uma nova fronteira agrícola, com a produção de frutas, legumes e hortaliças e cana-de-açúcar.

“Além disso, a disponibilidade de água garantiria a expansão da atividade pecuária e daria uma maior segurança aos produtores.

Mesmo com a escassez de um ciclo regular de chuvas, essa região é a terceira de Pernambuco na produção leiteira.

Entretanto, em função da recente e forte estiagem, milhares de animais morreram de fome na região por falta de alimentos’, acrescentou.

Fonte: Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado