Armando diz que Brasil precisa avaliar políticas de incentivo à inovação

PTB Notícias 24/10/2013, 7:12


Em discurso no plenário, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) afirmou na quarta-feira (23/10/2013) que o Brasil só poderá ter futuro entre os países mais prósperos no terceiro milênio se tiver a coragem de avaliar os resultados das políticas públicas de incentivo à ciência, tecnologia e inovação.

O senador usou dados do escritório americano de patentes (USPTO, sigla em inglês) para mostrar como o Brasil está atrasado no setor.

“Na vida das pessoas, assim como na das sociedades, aquilo que somos hoje reflete as escolhas que fizemos e também as que não fizemos ontem”, disse.

Os dados citados pelo senador foram divulgados em artigo do professor Roberto Nicolsky.

Segundo o parlamentar, ainda que as patentes não englobem todas as variedades de inovação tecnológica, há uma correlação direta entre elas.

Para o professor que escreveu o artigo, a estatística de patentes é a única maneira possível de mensurar as inovações tecnológicas.

O senador informou que o Brasil está em 28º lugar entre os países do mundo, com 196 patentes em 2012 e uma taxa de crescimento anual inferior a 6%, muito aquém de outros países dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Os números, na sua opinião, mostram que o Brasil se distancia cada vez mais dos países mais dinâmicos, cuja estratégia de desenvolvimento se baseia na agregação permanente de inovações.

Apesar do resultado negativo, Armando Monteiro chamou a atenção para um segmento que se destaca positivamente do baixo desempenho geral: os medicamentos e seus princípios ativos.

Segundo o senador, o resultado decorre da política de encomendas do governo para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eis um exemplo de colaboração criativa entre os setores público e privado que merece ser estendido a outros setores da indústria”, sugeriu.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Agência SenadoFoto: Moreira Mariz/Agência Senado