Armando Monteiro defende a construção de uma agenda pró-competitividade

PTB Notícias 20/05/2014, 17:34


Numa sessão especial realizada nesta terça-feira (20/5/2014), o Senado fez a entrega do Diploma José Ermírio de Moraes, uma homenagem que a instituição presta aos empresários e empresas que, em suas práticas industriais, são referência em produção, responsabilidade social, cultural e ambiental, na contribuição para o desenvolvimento nacional.

Receberam a premiação o presidente do Conselho de Administração da empresa Baterias Moura, Edson Viana Moura; o agropecuarista Orcino Gonçalves da Silva Júnior; e o diretor do Grupo Edson Queiroz, José Edilmar Norões Coelho, representando a senhora Yolanda Vidal Queiroz.

Ao discursar na solenidade, o presidente do Conselho do Diploma José Ermírio de Moraes, Armando Monteiro (PTB-PE), fez uma reflexão sobre o momento vivido pela indústria brasileira, dizendo que não se pode aceitar que o país desmonte um patrimônio construído pelo trabalho de gerações de empreendedores.

Ele recomendou a construção de uma agenda pró-competitividade.

“Uma agenda que traduza uma aliança entre o setor público e o setor privado, o qual não reclama proteção e muito menos quer pactuar com a ineficiência.

O que o setor privado deseja é que através de uma aliança cooperativa, nós possamos atuar juntos para reduzir custos sistêmicos e para ajudar os ganhos de produtividade que serão fundamentais para a sobrevivência da indústria brasileira”, afirmou o senador.

No mesmo discurso, Armando Monteiro clamou por um sistema de educação mais eficiente, que torne o trabalhador mais produtivo, dizendo que “crescer pela indústria é sempre melhor, pois não há melhor maneira de crescer a não ser pela indústria”.

“O que não podemos aceitar é que o Brasil possa viver uma espécie de aventura regressiva.

Um país que construiu pelo trabalho de gerações uma das mais importantes plataformas manufatureiras da América Latina, este país não pode assistir o desmonte desse ativo que é um patrimônio do país.

O Brasil está sofrendo um processo regressivo na medida em que se está reprimarizando a pauta de exportação do país.

O país voltou a ser um exportador de commodities agrícolas e minerais, e as manufaturas vão perdendo cada vez mais espaço nas exportações brasileiras”, concluiu.

Agência Trabalhista de Notícias (EM), com informações da Agência SenadoFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado