Armando Monteiro faz análise dos dez meses de governo Dilma Rousseff

PTB Notícias 1/12/2011, 7:17


O senador Armando Monteiro (PTB-PE), com a autoridade de empresário e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez uma análise dos dez meses de governo Dilma Rousseff (PT), da crise internacional e da indústria brasileira frente aos desafios para o próximo ano.

Disse que a presidente tem assumido uma posição muito clara de defesa da indústria nacional.

Para o parlamentar, o “Plano Brasil Maior”, aprovado no Senado neste mês, representa uma iniciativa do governo federal nessa nova fase da política industrial, concedendo um conjunto de incentivos que são importantes para garantir à indústria brasileira condições de travessia num cenário marcado por um acirramento da competição em escala global.

Dificuldades estruturaisNa avaliação de Armando Monteiro, Dilma tem revelado essa compreensão.

Mas não é algo que se resolva a partir da vontade do governo federal.

“Temos dificuldades estruturais que ainda estão presentes na economia brasileira e que tiram a competitividade da nossa produção.

” Entre eles, segundo o deputado, as dificuldades de infraestrutura, logística e custos tributários muito elevados.

Um grande problema em que o Brasil passou a ter desvantagem comparativa, na opinião de Armando Monteiro, é o custo da energia elétrica que subiu muito ao longo do tempo.

Portanto, a indústria está desafiada a poder enfrentar uma conjuntura adversa e isso tudo remete ao Congresso Nacional a responsabilidade de fazer aquilo que cumpre ao Congresso, que é colaborar.

“Em debate na Comissão de Constituição e Justiça, eu lembrava que o tempo político tem que se ajustar ao tempo econômico, ou seja, o Congresso tem que ser mais ágil levando em conta essas dificuldades que estão aí presentes.

“Retração internacionalArmando Monteiro antevê dificuldades para 2012 porque acha que “o mercado internacional está em retração.

Os países centrais estão vivendo momentos de crise, cuja extensão não pode ainda ser avaliada.

Então o Brasil terá que adotar todas as medidas necessárias para que não tenhamos uma grande desaceleração na nossa economia”.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Jornal do Commercio