Armando Monteiro Neto fala no Senado sobre programa educacional da CNI

PTB Notícias 21/11/2007, 14:33


O programa Educação para a Nova Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deverá garantir 16,2 milhões de matrículas de jovens e adultos nos próximos quatro anos, graças a um investimento de R$ 10,5 bilhões.

A informação é do presidente da CNI, o deputado federal Armando Monteiro, do PTB de Pernambuco, convidado da audiência pública promovida pela Comissão de Educação nesta quarta-feira (21/11).

Os cursos, segundo explicou, serão oferecidos nas áreas de educação básica, continuada e profissional.

A audiência foi proposta pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) com o objetivo de debater o programa educacional promovido pela CNI.

De acordo com Armando Monteiro, esse programa é a resposta que a entidade oferece “a momento desafiador pelo qual passa o Brasil”.

O deputado petebista lembrou que a indústria brasileira está cada vez mais exposta à competição internacional e que promover a qualificação da mão-de-obra e do capital humano é imprescindível para o desenvolvimento do país.

– Os ganhos de produtividade da indústria nos próximos anos dependerão da capacidade de inovar processos, e isso só poderá ser feito se tivermos pessoal qualificado.

Hoje o trabalhador precisa de mais escolaridade para assimilar o processo de treinamento.

Só combinando educação básica, continuada e profissional será possível elevar a escolaridade do trabalhador brasileiro – afirmou Armando Monteiro, presidente do Diretório Estadual do PTB em Pernambuco.

O deputado explicou que o programa foi concebido de forma confederativa, baseado no chamado “Sistema S”, em um processo articulado, reunindo e consolidando orçamentos de 27 departamentos regionais do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O “Sistema S” é formado por organizações criadas pelos setores produtivos – indústria, comércio, agricultura, transportes e cooperativas – com a finalidade de qualificar e promover o bem-estar social de seus trabalhadores.

Armando Monteiro reconheceu que o maior desafio da entidade é conseguir mobilizar os recursos necessários para garantir a execução do programa.

Nesse sentido, a CNI deverá buscar crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos deverão ser investidos na modernização de infra-estrutura física do sistema, especialmente na informatização e nos laboratórios das escolas do Sesi e Senai, garantindo assim a oferta de 28 mil computadores que equiparão, de acordo com o deputado, todas as escolas do Sesi do Brasil.

Esse dinheiro será destinado também ao aparelhamento de 510 laboratórios de ciências.

– As novas tecnologias estão mudando o perfil profissional do trabalhador.

As dificuldades para se conseguir mão-de-obra estão aumentando.

Se não houver integração da educação do setor público com o Sistema S, nos próximos anos teremos problemas sérios, quase intransponíveis, para o processo de crescimento do pais.

Hoje já vemos um quadro em que há desemprego e sobram trabalhadores.

São vagas que dependem de qualificação e capacitação – afirmou Armando Monteiro.

fonte: Agência Senado