Armando pede medidas urgentes de apoio à indústria, e defende seu projeto

PTB Notícias 12/07/2012, 12:26


Em discurso em plenário nesta quarta-feira (11/7/2012), o senador Armando Monteiro (PTB-PE) mostrou preocupação com a queda na competitividade da indústria brasileira e cobrou medidas urgentes para que o “patrimônio de décadas” do setor industrial não se perca diante da competição com outros países.

Armando citou entrevista do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, sobre a desaceleração da economia em que faz uma análise ampla da perda do dinamismo na indústria.

“Em função de uma série de avanços positivos da economia brasileira, começamos a experimentar uma apreciação da moeda, uma grande valorização do real, que foi comprometendo a competitividade da produção nacional.

De outra parte, uma série de custos no Brasil se elevou extraordinariamente na última década”, declarou.

Para o senador petebista, as medidas pontuais de estímulo a setores da economia, lançadas pelo governo federal, não são suficientes diante da necessidade de uma “agenda mais estruturante” que estimule a inovação e simplifique o sistema tributário.

Armando ressaltou a urgência de tais medidas e apontou a responsabilidade do Poder Legislativo nesse debate.

Em aparte, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) lamentou que o Brasil esteja “engessado” e lamentou que a indústria perca espaço na economia do país.

Ele cobrou determinação da presidente da República, Dilma Rousseff, para realizar as reformas necessárias.

Segurança públicaArmando Monteiro também defendeu (http://www.

senado.

gov.

br/atividade/materia/Consulta.

asp?Tipo_Cons=6&orderby=0&Flag=1&RAD_TIP=OUTROS&str_tipo=PLS&txt_num=227&txt_ano=2012) projeto de lei de sua autoria (PLS 227/2012) que tem por objetivo aprimorar as políticas públicas de segurança.

O projeto, explicou, institui o boletim de ocorrência único, que auxiliará no mapeamento dos crimes e melhorará o atendimento às vítimas de crimes.

De acordo com a proposta, os militares das Forças Armadas e os guardas municipais também poderão fazer registros de ocorrências.

“A uniformização do processo permitirá significativa redução do tempo gasto no registro de ocorrência e impedirá que sejam desperdiçadas informações valiosas para a solução dos crimes.

O B.

O.

deixará de ser função exclusiva do delegado de polícia”, disse o senador.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência SenadoFoto: Moreira Mariz/Agência Senado