Arnaldo Faria de Sá cobra do Governo as alterações do fator previdenciário

PTB Notícias 5/05/2011, 16:00


O deputado federal Arnaldo Faria de Sá, do PTB de São Paulo, em discurso no Plenário da Câmara nesta quarta-feira (04/05/2011), cobrou uma posição do Governo sobre as alterações do fator previdenciário, que, de acordo com o parlamentar, já deveria ter ocorrido antes do dia 1º de maio, data comemorativa do Dia do Trabalhador.

“Ventilou-se a ideia da fórmula 95/85.

As pessoas não entendem o que é isso e querem saber.

É a soma da idade mais o tempo de contribuição.

Para a mulher, se der 85, ela estaria excluída do fator.

Para o homem, se a soma da idade mais o tempo de contribuição der 95, ele estaria fora do fator.

Mas essa proposta, por enquanto, é especulação: até agora não veio”, lamentou.

Segundo o petebista, embora não seja a melhor proposta, é preciso que ela seja debatida, pois, como observou, propõe a redução para 90/80.

Para ele, reduzir cinco anos na soma da idade e o tempo de contribuição permite driblar o “maldito fator previdenciário, que prejudica os trabalhadores brasileiros.

“E eu quero que as centrais sindicais venham para essa luta, porque os maiores prejudicados são os que vão se aposentar”, endossou a cobrança.

“O homem perde cerca de 40% no valor do seu benefício e a mulher, pela expectativa de vida maior, chega a perder 50%.

Portanto, nós queremos mudar essa maldita história do fator previdenciário.

“Arnaldo Faria reforçou que abordará essa questão em uma palestra que irá fazer nesta quinta-feira (05/05/2011) na faculdade onde estudou, em São João da Boa Vista (SP).

“Quero deixar registrado que nós precisamos mudar rapidamente essa história, a colocação absurda do fator previdenciário, que não interessa aos trabalhadores brasileiros.

Esperamos que essa mudança possa ocorrer o mais rapidamente possível”, solicitou.

O deputado federal lembrou ainda que a Casa precisa votar o Projeto de Lei nº 4.

434, de 2008, que trata da recuperação das perdas de aposentados e pensionistas.

Segundo Arnaldo, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP) já apresentou um abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas ao Presidente da Câmara, Marco Maia, do PT de São Paulo, para ser resolvida.

Comissão Especial das PECs de segurança públicaAinda em seu discurso, Arnaldo Faria de Sá conclamou os partidos que ainda não indicaram seus membros para a Comissão Especial que vai tratar das PECs da segurança, entre eles o PSDB, o PT e o PP.

O parlamentar paulista espera que as legendas indiquem seus representantes para que possam instalar a comissão e discutir novamente a PEC 300, que trata do piso nacional de salários das polícias; a PEC 308, que dá poder de polícia aos agentes penitenciários; a PEC 539, que trata da carreira jurídica dos delegados de polícia; a PEC 534, que dá poder de polícia às guardas municipais; e a PEC 59, que trata da guarda portuária.

“Tenho certeza de que essa luta interessa a todos, porque a população brasileira vive hoje na verdadeira insegurança pública.

A falta de segurança pública é culpa dos governos, que não dão recursos, meios e condições para as polícias poderem trabalhar, e exigem que tenhamos essa condição”, afirmou Arnaldo Faria de Sá.

O deputado concluiu o pronunciamento dizendo o que lhe choca mais é quando vê uma autoridade policial dizer para a vítima não reagir, tomar nenhuma providência.

Isso, de acordo com ele, é a inércia total, e que não pode continuar acontecendo.

“Precisamos de Polícia, para impedir que isso aconteça, e não deixar a vítima subjugada a um vagabundo, a um safado, a um sem-vergonha qualquer, que coloca o trabalhador em condição de total impotência.

A impotência é do Poder Público Federal, Estadual, Municipal, que não dá segurança pública à nossa população”, afirmou.

Agência Trabalhista de Notícias (Felipe Menezes)