Arnaldo Faria de Sá diz que projeto quebrará patrimônio do FGTS

PTB Notícias 21/04/2007, 8:12


O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), no plenário da Câmara, disse que o projeto que autoriza a aplicação de cinco bilhões de reais do patrimônio líquido do FGTS para integralização de cotas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FI-FGTS, deixa um cheque em branco de até 80% do saldo líquido do Fundo de Garantia, que representa mais 12 bilhões de reais.

“Gostaria que os nobres colegas lessem o que estão votando.

Estamos autorizando cinco bilhões de reais e até 80% do resultado líquido, o que dá mais de 12 bilhões de reais.

Quem autorizará essa transação? O Conselho Curador.

Quem manda no Conselho Curador? O Governo, que tem oito votos, mais quatro dos empresários, que somam 12, contra apenas quatro dos trabalhadores.

Acho que ninguém fez essa conta.

O Conselho Curador tem oito votos do Governo, quatro das entidades empresariais e apenas quatro dos trabalhadores”, revelou o deputado.

“O verdadeiro objetivo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é atender a questão habitacional.

O dinheiro da habitação, porém, está sendo desviado.

Temos habitações suficientes em todo o País? Lembro outro detalhe: quando a Previdência Social era altamente superavitária, usaram seu dinheiro para construir Brasília, a Ponte Rio— Niterói, Itaipu.

E o que aconteceu? Hoje, a Previdência está quebrada; não tem dinheiro.

O mesmo acontecerá com o Fundo de Garantia: ficará quebrado.

Acabarão com seus recursos na taxa de risco para energia, rodovias e saneamento.

São todas atividades privadas e de risco.

Se há tanto dinheiro no mercado, por que pegá-lo dos trabalhadores?”, questionou o parlamentar petebista.

“O que se faz com o trabalhador brasileiro é uma verdadeira tábula rasa.

Sumirão com o dinheiro, que será investido sem garantias.

Depois o trabalhador receberá o saldo negativo do fundo de investimento.

Esse saldo negativo colocará em risco sua aplicação, a reserva que fez na vã esperança de, um dia, ao final da vida, ter esse Fundo de Garantia, que virará pó”, afirmou Arnaldo.

Agência Trabalhista de Notícias.