Arnaldo Faria de Sá protesta em plenário contra o engavetamento de PECs

PTB Notícias 10/03/2010, 10:42


O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) declarou nesta terça-feira (09/03), no plenário da Câmara dos Deputados, estar chocado com a proposta da Liderança do Governo de engavetar todas as PECs (Propostas de Emenda à Constituição).

“É lógico que nós sabemos qual é o objetivo: tentar impedir a continuidade da votação da PEC nº 300.

Nós vamos denunciar isso a todo o País.

A PEC está pronta, inclusive já começou a ser votada e foi votado um destaque”, afirmou o parlamentar.

Arnaldo Faria reclamou ainda que havia o compromisso do presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Michel Temer, de colocar na pauta de votação a a PEC nº 308, que trata da Polícia Penal.

“Essa PEC não traz nenhuma despesa, nenhum custo para este País.

E agora essa PEC, segundo determinação do líder do Governo, também será engavetada”, reclamou.

O parlamentar estranhou que apenas uma outra PEC poderá, com exceção à regra, ser colocada em votação: a que garante o direito de uma cadeira à Mesa às deputadas.

” Estão usando como pretexto o Dia Internacional da Mulher.

As mulheres merecem todo o respeito, mas temos de respeitar homens e mulheres.

Temos de garantir que a PEC 300 tenha continuidade de votação.

Iremos mostrar à Casa que o chamado baixo clero tem mais poder do que imagina o Colégio de Líderes e pode submeter à sua decisão”, declarou.

Para finalizar, Arnaldo Faria afirmou enfaticamente que irá responder de forma afirmativa no plenário que não aceita a decisão do Colégio de Líderes.

“Queremos votar a PEC 300, a PEC 308, a PEC 549 e outras PECs de interesse da sociedade brasileira.

Em ano de eleição não se pode votar, a não ser que não eu esteja sabendo que tenha sido decretada a intervenção em Brasília.

Deve ter sido decretada a intervenção, porque é ela que impede a continuidade de votação da PEC.

Se não houve intervenção, porque as PECs foram para a gaveta, só porque assim quer o Deputado Cândido Vaccarezza? Não admito isso”, declarou.

Agência Trabalhista de Notícias