ARTIGO | Elói Guimarães: Getúlio Vargas, a história falará por mim

PTB Notícias 31/08/2018, 13:38


Imagem Crédito: Divulgação

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1535665844219{margin-bottom: 0px !important;}”]Decorridos 64 anos da nascente e dramática manhã de 24 de agosto de 1954, quando um estampido, que ainda ecoa, varou o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, dando conta: Getúlio se suicidou, que a história não se cala de falar. Atos públicos, homenagens junto à carta-testamento País a fora, romaria à terra natal do presidente – São Borja (RS) –, sessões solenes nas casas legislativas, palestras, debates enfim, pranteiam, anualmente, o maior estadista brasileiro de todos os tempos: Getúlio Vargas, que sem favor e achegas, poderia se dizer, que a história brasileira se divide, antes e depois de Getúlio.

A Revolução de 1930 foi um verdadeiro marco a estabelecer alterações significativas no contexto político, econômico, social e cultural do nosso País. O Brasil entra numa nova Era, a Era Vargas.

O Brasil deixa de ser uma Nação exclusivamente agropastoril, semifeudal e empreende uma longa e fecunda caminhada de transformação e desenvolvimento na busca da vida urbana, desencadeando, em consequência, um notável, vigoroso e grande processo industrial com a instalação das bases fundamentais para ingresso na modernização, numa sequência colossal de megas empreendimentos e avanços em diversos campos do desenvolvimento, como a implantação da siderurgia nacional de Volta Redonda, BNDES, Petrobras, Eletrobras, Instituto do Açúcar e do Álcool. Política do Café.

Getúlio, na área trabalhista, concebe a mais avançada legislação com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), carteira de trabalho, Ministério do Trabalho, Justiça do Trabalho. Cidadania da mulher com o voto feminino. Enfatiza nos seus discursos, nas concorridas solenidades de 1° de maio: “Trabalhadores do Brasil: o trabalho é o maior fator de elevação da dignidade humana”.

E afinal, o Estado Novo, vezes questionado na biografia político-administrativa do estadista Getúlio Vargas, como Estado ditatorial, não se justifica, mas se explica, face à conjuntura política nacional e internacional, posto que, no plano interno, crises ameaçavam a sobrevivência do governo revolucionário com atentados até para eliminar o próprio presidente, a Intentona Comunista de 1935, movimentos conspiratórios em alguns estados; e no plano externo, os ventos da Segunda Guerra Mundial sacudiam as nações, o nazismo e o facismo davam sinais evidentes de expansão, ora, só governos fortes resistiriam.

Finalizo, o Estado Novo foi o contragolpe, que sairia com Getúlio ou sem Getúlio, preferível com Getúlio pelo conjunto da obra.

* Elói Guimarães é advogado e ex-presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre (RS)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]