BA: Antonio Brito ressalta importância de relação entre Misericórdias

PTB Notícias 26/09/2015, 6:26


Uma mesa de debates sobre o cenário nacional e internacional das Misericórdias encerrou nesta sexta-feira, 25/09/2015, o XI Congresso Mundial das Santas Casas de Misericórdia.

Realizado no Hotel Pestana, em Salvador, o Congresso reuniu mais de 800 participantes e abordou assuntos como gestão hospitalar, gerenciamento de crise, saúde suplementar e impacto da judicialização, parcerias públicas, envelhecimento da população e desafios do setor da saúde.

Entre os componentes da mesa, estavam o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos e o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social de Portugal, Agostinho Branquinho, que reforçou a importância da união entre as Santas Casas.

“Se não houver união entre as misericórdias, não caminha.

Existe um trabalho diário de reforçar essa união em Portugal, compreendendo que cada uma tenha a sua especificidade própria, mas que a matriz seja em comum.

É muito importante que não haja disputa de interesse entre elas, senão estamos comendo uns aos outros como os outros hospitais.

Temos que ter a consciência disso, não é fácil”, explicou.

Para o presidente o presidente da Confederação Internacional das Misericórdias (CIM), deputado federal Antonio Brito (PTB), o Congresso marca a interrelação entre as Misericórdias do mundo todo.

“Temos ainda muito o que evoluir na relação Brasil e Portugal, além da Itália, na questão do Jubileu da Misericórdia que o Papa Francisco está conduzindo, e a China com a Misericórdia de Macau para abrir um pouco o horizonte.

Mas parece que está muito engrenado e vai ser muito bom”, disse Brito, que classificou como crucial para a melhoria do Sistema Único de Saúde o financiamento.

“Temos que ter financiamento.

A gestão é base de tudo, mas gestão sem financiamento não tem condições”, pontuou.

A mesa contou ainda com a representante do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardes.

Segundo Bernardes, as soluções encontradas para o sistema de saúde em Portugal, dão esperança para que o Brasil obtenha resultados parecidos.

“Nós temos um Brasil que é um território muito extremo, totalmente diferente, cada região com suas característica e o que existe de maior desafio é fazer uma saúde igual em todos os cantos do país! Cerca de 153 milhões dependem do Sistema Único de Saúde e apesar de termos os hospitais públicos, a produção do serviço filantrópico está muito à frente.

Essa rede é vital para o SUS.

Nós não viveríamos sem ela.

Se hoje, o governo rompesse com as Santas Casas seria um caos total”, afirmou Cleusa, deixando claro que “independente do ministro que fique na Saúde, queremos avançar nos financiamentos”.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal Política Livre Foto: Divulgação/Assessoria