Brasil poderá aderir à Parceria Transpacífico, defende Armando Monteiro

PTB Notícias 14/10/2015, 17:34


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB), defendeu que o Brasil pode entrar, a qualquer momento, na Parceria Transpacífico, o maior tratado de livre comércio do mundo, fechado na semana passada entre os Estados Unidos e 11 países do Pacífico, além de Chile, Peru e México.

“Temos atuado para encurtar a distância dos países que formam a aliança do pacífico na América do Sul, por isso firmamos acordos importantes com a Colômbia, Peru e tivemos com o Chile o nosso comércio desagravado”, ponderou após a abertura do seminário em comemoração ao cinquentenário de criação do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, evento realizado na manhã desta quarta-feira (14/10/2015), em Brasília.

Segundo o ministro, a Parceria Transpacífico oferece oportunidades ao Brasil.

“Poderemos aderir ao acordo a qualquer momento, ele não é fechado para nós, tanto que tem países da América do Sul nele”, observou.

“Podemos aderir, mas é preciso primeiro construir as bases e harmonizar posicionamento dos países dentro do Mercosul”, observou.

Na avaliação dele, essa adesão não é algo para curto prazo.

Monteiro disse ainda que esse novo bloco econômico oferecer oportunidade para que o Brasil redefina parceria com a China e que o Brasil pode exportar para os asiáticos produtos com maior valor agregado.

“Queremos adicionar mais valor às nossas exportações.

Queremos exportar menos grãos e mais farelo, mais óleo de soja”, disse.

Nova configuraçãoArmando Monteiro afirmou que é preciso integrar o Brasil de forma efetiva aos acordos internacionais que têm sido firmados recentemente.

Ele destacou que o mundo vive um processo de reconfiguração de blocos econômicos e que o país tem buscado avançar em meio a esse novo cenário com foco na ampliação das relações com os Estados Unidos.

O ministro argumentou que acordos já têm sido firmados para dar mais competitividade ao Brasil no cenário internacional.

Ele citou o acordo com o México como exemplo dessa nova estratégia, que na avaliação dele deve quadruplicar total de produtos entre os dois países que têm preferência tarifária.

O ministro afirmou que o Brasil está fazendo um intenso programa de missões comerciais como parte de estratégia de inteligência para identificar mercado prioritários e fortalecer a imagem do país.

“Estamos reposicionando nossa política comercial”, disse.

Ele lembrou que até o fim do ano será realizada troca de acordos entre o Mercosul e a União Europeia e citou acordo fechado com a Colômbia na semana passada.

“Estamos tirando barreiras tarifárias e não tarifárias, apoiando nossas empresas com os instrumentos adequados”, afirmou.

OportunidadesTambém presente no mesmo evento em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que mesmo que o Brasil não tenha acordos comerciais com determinados países, existem oportunidades a serem exploradas.

“Acordos comerciais abrem caminhos, mas por si só não garantem mercados.

A ausência de acordos não significa que não há oportunidades a serem exploradas com esses países”, comentou.

“O Brasil continua firmemente empenhado em ampliar sua rede de acordos comerciais”, garantiu.

Fonte: O Estado de S.

PauloFoto: Moreira Mariz/Agência Senado