Brasil precisa dobrar investimentos em inovação, diz Armando Monteiro Neto

PTB Notícias 26/04/2007, 13:07


O aumento da competitividade brasileira depende da ampliação dos investimentos em inovação.

“O ideal é que os investimentos em tecnologia atinjam o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010”, disse nesta quinta-feira (25/04) o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB/PE).

Isso significa que os recursos voltados a essa área terão de dobrar em três anos, porque atualmente representam apenas 1% do PIB, afirmou Monteiro Neto, em entrevista aos jornalistas durante o 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria.

Ele lembrou que na Coréia do Sul as aplicações em inovação equivalem a cerca de 3% do PIB.

“Precisamos avançar muito nessa área”, destacou.

Para alcançar um grau de desenvolvimento tecnológico compatível com as economias emergentes, o Brasil precisa, entre outros pontos, avançar na formação de pessoal voltado para inovação, especialmente nas áreas técnicas e de engenharia, e o estímulo à pesquisa nas empresas.

“As empresas têm um papel fundamental no desenvolvimento tecnológico”, disse Monteiro Neto.

Mas, para inovar, as indústrias dependem de incentivos fiscais, apoio governamental e linhas de crédito a juros compatíveis com os riscos da atividade de pesquisa e desenvolvimento.

Outro ponto fundamental para o avanço tecnológico da indústria é a criação de uma infra-estrutura de serviços na área e a implantação de políticas públicas em setores altamente competitivos como biotecnologia, nanotecnologia, energias renováveis, novos materiais, agroindústria e outros.

Na avaliação do presidente do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin) da CNI, Rodrigo da Rocha Loures, a inovação depende da política macroeconômica.

“A taxa de juros não pode ser o único instrumento de controle de preços”, disse Rocha Loures, que também preside a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

“É preciso um entendimento de que a estabilização de preços se dá com aumento de produção.

“Segundo ele, para a indústria o problema da economia brasileira deixou de ser de inércia, e passou a ser de demanda.

“Essa demanda precisa ser buscada no mundo.

O Brasil precisa ter competitividade para participar do aumento da demanda mundial.

” De acordo com Rocha Loures, é preciso também promover o aumento do consumo no mercado interno.

“O desenvolvimento sustentável é justamente isso, acontece com ganho de produtividade e melhoria de renda dos trabalhadores”, declarou.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Fator Brasil)