Braulio Braz cobra ações efetivas para o caso da mineradora Rio Pomba

PTB Notícias 16/04/2007, 9:20


Cerca de 70 pessoas se reuniram no Auditório da Assembléia Legislativa de Minas Gerais na última quarta-feira (11/4/07), para ouvir das autoridades as causas e os encaminhamentos relacionados ao rompimento da barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases, em Miraí, Zona da Mata, no dia 10 de janeiro de 2007.

A reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e Recursos Naturais e de Participação Popular durou cinco horas e contou com a presença de pessoas atingidas pela tragédia, de representantes de órgãos governamentais, da sociedade civil, do gerente de Operações da Mineradora e de vários parlamentares, dentre eles o deputado estadual Braulio Braz (PTB/MG).

Entre as reivindicações da população atingida, apresentadas pelo coordenador do Centro de Estudo, Integração, Formação e Assessoria Rural da Zona da Mata (Ceifar), Rogério Rezende da Silva, estão a exigência de parar todo processo de licenciamento ambiental na região; de cobrir imediatamente os danos materiais dos atingidos; de reparar os danos ambientais; além de realizar uma audiência pública sobre o assunto na cidade, para que a comunidade participe.

A sugestão da audiência será viabilizada no próximo dia 23.

Essa é a data da reunião ordinária da unidade regional do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), marcada para 14 horas, em Miraí.

Rogério Rocha, representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), convidou a Assembléia, órgãos públicos e atingidos presentes à reunião a participarem desse encontro, que será uma espécie de prestação de contas sobre os impactos causados pelo rompimento da barragem às populações e ao meio ambiente.

De acordo com o representante do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Fernando Reiff, será preciso avaliar melhor os danos causados pelo rompimento da barragem, a fim de promover ações de recuperação ambiental.

Será necessário, acrescentou, repovoar os cursos d’água com espécies da ictiofauna nativa.

De acordo com o técnico, a elevação brusca da turbidez da água, causada pelo escoamento dos rejeitos da barragem, provocou não somente a mortandade dos peixes, mas também danos futuros à cadeia alimentar.

Será preciso, ainda, promover a fertilização do solo, para permitir o crescimento das plantas.

Segundo o engenheiro florestal, o alumínio presente na argila que compõe o rejeito da barragem torna o solo mais ácido.

Este é um fator limitador da produção agrícola, além de provocar a diminuição das pastagens.

Milton Olavo de Paiva Franco, que representou o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), informou que não houve contaminante tóxico no rompimento da barragem.

O monitoramento dos cursos d’água começou 12 horas após o acidente e, segundo o técnico, após 20 dias a turbidez teria voltado ao nível normal.

As informações de Franco foram contestadas pelo deputado petebista, que é de Muriaé.

Segundo o parlamentar, a região sofre até hoje com os efeitos do acidente ambiental.

” A turbidez continua; a água não está limpa”, ressaltou.

A população presente reafirmou a fala do deputado.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Assessoria do deputado Braulio Braz)