Cabo Amintas critica falta de investimento na área da saúde em Aracaju

Agência Trabalhista de Notícias 14/08/2018, 8:01


Imagem Crédito: Divulgação

Membro da CPI da Saúde na Câmara Municipal de Aracaju, o vereador Cabo Amintas (PTB-SE) voltou a criticar a falta de atenção dada ao setor pelos gestores. As declarações foram dadas durante entrevista ao radialista Almir Tavares, na Rádio FM Sertaneja, na cidade de Feira Nova.

Como membro da CPI da Saúde, Amintas investiga os contratos firmados pela Prefeitura de Aracaju com unidades hospitalares filantrópicas. Na entrevista, o vereador falou sobre a situação de Sergipe em relação à saúde e criticou o poder público pela falta de boa vontade em resolver os problemas que afetam a população.

“Você entra no Huse e é um absurdo. Aquilo ali é uma máquina de matar gente. Você vê a situação das pessoas nos corredores e é triste demais. É vergonhoso um Estado pequeno como Sergipe, que seria fácil de se administrar, estar desse jeito. É preciso de boa vontade, e isso, quem está no comando, não tem”, afirmou.

O parlamentar ressaltou a importância do cuidado com a saúde pública e como as coisas seriam diferentes se os políticos fossem obrigados a utilizar esse serviço. “As pessoas estão morrendo. Faltam remédios, muitas vezes remédios simples. Não entendo isso. Eu queria ter o poder de dizer assim: ‘a partir de hoje, o governador, o prefeito, os vereadores, os deputados, são obrigados a serem atendidos na saúde pública’. Uma vez, quando disse isso, me acusaram de falar algo desse tipo e ter plano de saúde. Sabe qual é o plano de saúde que eu tenho? O Ipes”, declarou.

E continuou: “Um dia desses, eu me senti mal e fui atendido lá na UPA do Augusto Franco. Sentei lá e esperei ser atendido como cidadão comum que sou, mas eu já era vereador. Agora, infelizmente, quando a maioria dos políticos adoece, vai para grandes hospitais e gasta o dinheiro do povo. Enquanto a população sofre. É um caos total. E a CPI da Saúde, caso jogue duro como estamos fazendo, vamos atingir políticos poderosos porque o esquema é grande e muita gente ficou rica às custas da desgraça do povo”, disse.

Com informações da Câmara Municipal de Aracaju