Câmara de Cuiabá deve discutir abairramento com movimento comunitário

PTB Notícias 27/11/2011, 9:35


“Considerados essenciais para o planejamento urbano e análise do adensamento demográfico, os bairros geralmente servem para a definição de políticas públicas.

Certo? Ao menos em Cuiabá, atualmente, essa tese não é tão eficaz.

” Essa análise é do petebista Professor Néviton de Moraes, vereador de Cuiabá (MT), ao anunciar que vai retomar a discussão do abairramento da cidade, no Poder Legislativo, com o movimento comunitário, bases populares e organizações sociais.

Professor Néviton observou que os bairros da capital do Estado estão entre os mais dispersos e confusos, do ponto de vista geográfico, entre as maiores cidades brasileiras.

“Os bairros Altos da Serra e Doutor Fábio, por exemplo, pertencem à Grande Morada da Serra e, em tese, deveriam pertencer à região Norte.

Porém, administrativamente, estão vinculados à regional Leste”, afirmou.

A ideia é envolver, no debate, a União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb), União Coxipoense de Associações de Moradores (Ucam), Sindicato dos Taxistas, Sindicato dos Moto-Taxistas, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), União das Feiras da Baixada Cuiabana (UFBC), Universidade de Cuiabá (Unic), Rotary e Lions, entre outros segmentos.

“Vamos conversar com pessoas que conhecem a cidade, de fato, não apenas de mapas colocados em gabinetes refrigerados”, justificou.

O vereador Deucimar Silva, líder do PP na Câmara, lembra que deu início a essa discussão em 2010, mas teve de refluir por a pedido do então prefeito Wilson Santos, para que o tema não fosse confundido como pré-campanha eleitoral.

“Se todas as vezes formos esperar passar as eleições, certamente, o diálogo ficará prejudicado.

Creio que temos, sim, maturidade de sobra para separar tema eleitoral de questões administrativas”, justifica Deucimar Silva, em apoio à proposta de Professor Néviton.

A ideia é criar uma Comissão Especial de Geografia Administrativa, com prazo para início e fim dos trabalhos, com auxilio de técnicos do Departamento de Geografia da UFMT e presidentes de Associações de Bairros e de Clubes de Mães, entre outros.

“O cabedal técnico do pessoal da Universidade será enriquecido pelo conhecimento prático do movimento comunitário: ou seja, serão levadas sem consideração as avaliações das pessoas que percorrem os bairros de Cuiabá, diariamente, conhecendo problemas e buscando soluções”, pondera Professor Néviton.

A expectativa é de que seja possível fazer uma reunião prévia com o movimento comunitário, nos próximos dias, em data ainda a ser confirmada, para iniciar as discussões.

Na sequência, deve ser montada a Comissão Especial da Câmara de Cuiabá para dirigir os trabalhos.

Agência Trabalhista de Notícias, com informações da Câmara de Cuiabá (MT)Foto: Câmara de Cuiabá (MT)