Câmara investigará denúncia de Célia Rocha sobre drogas em Alagoas

PTB Notícias 25/09/2011, 16:39


O relator da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), disse nesta semana que vai pedir ao Ministério do Trabalho para investigar denúncia de que cortadores de cana da Zona da Mata em Alagoas estariam recebendo crack para produzir mais.

A droga seria fornecida por pessoas que transportam os trabalhadores até as plantações.

A denúncia foi feita pela deputada Célia Rocha (PTB-AL), durante audiência pública realizada pela comissão para ouvir conclusões dos seminários regionais sobre o tema.

Givaldo Carimbão disse que ter ouvido relatos sobre caso semelhante no estado de São Paulo, e que as denúncias precisam ser apuradas.

“Vou convidar o Ministério do Trabalho para que possamos fazer uma campanha nacional, uma fiscalização para ver se realmente isso está acontecendo, porque é um crime, uma questão de saúde pública”, afirmou.

Homicídios de jovens Ao apresentarem as conclusões do seminário realizado em Alagoas, Célia Rocha e Rosinha da Adefal (PTdoB) destacaram que, levando em conta a proporção, o estado é que tem maior número de homicídios de jovens, sendo que 80% das mortes estariam relacionadas ao uso de drogas.

As deputadas também apontaram a ausência do governo no tratamento dos dependentes químicos.

Em Alagoas, só existem dois Caps (unidades públicas de saúde que prestam atendimento aos dependentes químicos).

Além disso, o único hospital estadual que trata usuários de drogas, o Portugal Ramalho, disponibiliza para eles apenas 27 leitos.

Célia Rocha destacou a importância das comunidades terapêuticas, normalmente vinculadas às igrejas católica e evangélica, que acolhem e tratam dependentes.

“Onde o poder público não chega para socorrer esse crescimento brutal que tem acontecido com o crack, especificamente, a iniciativa privada se instala.

Hoje, a gente tem, em um estado de 3 milhões de habitantes, duas unidades específicas para o acolhimento do usuário de álcool e outras drogas, e 30 comunidades terapêuticas.

“fonte: Agência Câmara