Campos Machado: legalização das drogas é rejeitada pela maioria da população brasileira

Agência Trabalhista de Notícias 1/03/2018, 9:16


Imagem Crédito: Vera Massaro/Alesp

Criada há cerca de um ano pelo presidente do PTB de São Paulo e secretário-geral do partido, deputado estadual Campos Machado, a luta da Frente Nacional Contra a Liberação da Maconha e da Cocaína começa a mostrar resultados práticos. O Instituto Paraná Pesquisas ouviu a população brasileira nos 26 estados e no Distrito Federal e apurou que 64,6% dos brasileiros são contra a legalização da maconha no Brasil.

Em outra pesquisa, mais de 70% dos brasileiros disseram ser contra a posição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que defende a liberação da maconha como forma de diminuir a superlotação dos presídios e combater os traficantes.

Foi exatamente essa posição do ministro que motivou Campos Machado a criar a frente, que hoje coleciona cerca de 100 mil assinaturas em abaixo-assinado e mais de 600 moções de câmaras municipais, em repúdio à possível liberação das drogas no Brasil.

“A droga tem o poder de destruir vidas e milhares de famílias vivem esse drama todos os dias. O STF está julgando dois processos que podem liberar as drogas no país. Em um deles, a votação foi interrompida por pedido de vistas, depois que começamos a nos mobilizar. Mas já são três votos a zero favoráveis a esse absurdo, e está em jogo a família e o futuro dos nossos jovens. Será que vão querer transformar o Brasil numa imensa cracolândia?”, questionou Campos.

O Instituto Paraná Pesquisas revelou também que, quando se trata da possibilidade de liberar a cocaína, a rejeição dos brasileiros é ainda maior. Cerca de 85% das pessoas ouvidas são contra a posição do ministro Barroso.

Campos Machado defendeu que a sociedade se mantenha alerta e vigilante, “porque, se queremos paz, precisamos nos preparar para a guerra”. “Vamos mobilizar o Brasil inteiro, e, se for necessário, vamos lotar ônibus e mais ônibus para ir ao STF sensibilizar nossos doutos ministros”, frisou.

O julgamento que trata da inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei 11.343/2006 foi suspenso, mas pode ser retomado a qualquer momento.

Com informações da assessoria do deputado Campos Machado (PTB-SP)