Cassiá Carpes aponta desigualdades sociais e defende democracia no País

PTB Notícias 8/09/2007, 9:13


O líder do PTB na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Cassiá Carpes, associou-se às homenagens ao Dia da Pátria na Sessão Solene realizada na Assembléia Legislativa na última quarta-feira (5/9).

O parlamentar petebista destacou que ao longo destes mais de 180 anos, o Brasil vem trilhando o caminho de, permanentemente, preservar sua integridade territorial e, na comunhão da língua e das tradições, sua vocação à esperança.

Segundo ele, é uma honra homenagear o Brasil como Nação Livre e Soberana, transformando em realidade o sonho dos inconfidentes – a de ver o país dotado de independência política e autonomia administrativa.

Cassiá Carpes disse que todos nós, brasileiros contemporâneos, temos que manter em qualquer instância política, profissional ou social que ocuparmos, o desafio de fazer do Brasil a Pátria economicamente próspera e socialmente justa.

“É isto que queremos legar às gerações que nos sucederão”, afirmou ele.

Cassiá citou um trecho de Rui Barbosa alertando para o crescimento acelerado do país e às diversas crises.

“Todas as crises pelas quais está passando o Brasil, e que dia a dia sentimos crescer aceleradamente, a crise política, a crise econômica, a crise financeira, não vem a ser mais do que sintomas, exteriorizações parciais, manifestações reveladoras de um estado mais profundo, de uma suprema crise, a crise moral”, recitou o deputado.

Segundo o petebista, esta constatação não exime a sociedade de continuar primando pela ética, pela primazia da moral e pela construção de uma política séria e incontaminada por ambições subalternas.

“Erigimos uma democracia que nos custou sangue, suor e lágrimas.

É imperativo que saibamos transformar a democracia política que conquistamos em democracia econômica e em democracia social”, alertou.

O líder do PTB terminou seu pronunciamento enumerando as diferenças econômicas e sociais da população brasileira e advertiu para essas desigualdades.

“Não é ético que, em meio à riqueza de uns poucos, se alastre a miséria de muitos.

Entre nós as conquistas do conforto, do bem-estar, dos prodígios da tecnologia vizinham com a pobreza, a fome, a doença, a desesperada.

Não é aceitável, por nenhum padrão ético, a perpetuação de desigualdades afrontosas à dignidade humana.

Não se conforma a nenhum preceito moral a existência de brasileiros expostos todas as horas e todos os dias à violência que encontra raiz na disparidade de oportunidades”, concluiu.

fonte: site do PTB – RS