Cassiá Carpes homenageia na Assembléia Legislativa a Semana Farroupilha

PTB Notícias 19/09/2007, 17:58


O deputado estadual Cassiá Carpes, líder do PTB, ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para homenagear a Semana Farroupilha.

Lembrou que os laços que unem a Casa a um dos maiores acontecimentos da trajetória política do nosso Estado são históricos e indissolúveis.

A Assembléia Provincial Legislativa do Rio Grande foi criada em 1834 e viria a constituir-se, a partir de sua efetiva instalação, em abril de 1835, no grande centro propagador das idéias que culminaram no chamado Decênio Heróico.

“Os rio-grandenses empunharam armas pelo direito, também, de serem brasileiros.

Na Revolução Farroupilha, surgia de maneira acentuada o sentimento de nacionalidade, de cidadania, de direito e de justiça”.

Cassiá disse que Guerra dos Farrapos, ceifou inúmeras vidas entre 1835 e 1845, quando os farroupilhas lutaram por uma federação como a última e a única forma de verem atendidos os legítimos interesses regionais e o cessar da espoliação imperial.

“Pois hoje, quase dois séculos depois, ainda ecoam nas mentes e nos corações do povo gaúcho e brasileiro as divisas que ornamentam nossa Bandeira: “Liberdade, Igualdade e Humanidade”.

O deputado salientou que é sempre bom rejeitar os sentimentos separatistas que muitas vezes imputam aos gaúchos por conta do Decênio Histórico.

Relatou que em carta ao Imperador, o General Bento Gonçalves da Silva deixava clara sua intenção: “Se aproxima o dia em que, banida a realeza da Terra de Santa Cruz, nos haveremos de unir por estreitos laços federais, à magnânima nação brasileira.

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Cassiá disse que as comemorações da Semana Farroupilha começaram em 1947, com um grupo de jovens estudantes, em Porto Alegre, que decidiu resgatar o nosso patrimônio histórico e cultural, então mergulhado no descaso e no esquecimento.

“A hegemonia cultural norte-americana avançava sobre o Brasil”, disse.

Jovens do Grêmio Estudantil da Escola Júlio de Castilhos decidiram fundar um Departamento de Tradições Gaúchas.

Seus nomes: Ciro Dutra Ferreira, Ciro Dias da Costa, Orlando Degrazia, os irmãos Fernando e João Machado Vieira, Antônio de Sá Siqueira e Celso Campos.

Rebelaram-se e mostraram a história e a tradição do Rio Grande do Sul e de seu povo, uma rica bagagem cultural digna de ser resgatada e preservada.

“Esses “guris” programaram, então, um evento cívico que ficou conhecido como “Ronda Crioula” termo do linguajar campeiro, que veio das vigílias noturnas que os peões faziam quando tropeavam o gado”.

Os estudantes, continuou Cassiá, receberam apoio das autoridades.

À meia-noite de 7 de setembro de 1947, num ato solene, antes de extinguir-se o Fogo Simbólico da Semana da Pátria, foi retirada uma centelha para dar vida à “Chama da Ronda Crioula”, em exaltação às tradições e à memória Farroupilha.

“Naquele momento cívico, montados em seus cavalos, aqueles jovens esbarraram frente às autoridades, no palanque oficial e gritaram: “Viva a Tradição Gaúcha!” “Viva a Revolução Farroupilha!” “Viva o Brasil!” Cassiá encerrou seu pronunciamento afirmando que nascia ali um movimento que hoje se espalha por mais de 4.

500 pontos no Brasil e no Mundo e que surge quando um gaúcho saudoso do pago leva o chimarrão para perto do fogo e com seus conterrâneos fala de suas origens, difunde sua cultura ou simplesmente canta a sua terra.

fonte: site do PTB – RS