Cassiá Carpes homenageia os 44 anos da cidade gaúcha de Alvorada

PTB Notícias 12/08/2009, 14:16


Cassiá ressaltou ações socioeducativas desenvolvidas na cidade .

O deputado estadual petebista Cassiá Carpes, utilizando o espaço do Grande Expediente na sessão plenária desta terça-feira (11/8) da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, prestou homenagem aos 44 anos de emancipação de Alvorada.

“A cidade tem hoje a marca da solidariedade.

Tem escolas de turno integral, construídas para que nossos jovens estejam longe das drogas e da violência”, destacou o deputado.

Como ex-atleta e treinador, Cassiá acrescentou que o jovem dentro da escola aprende, se educa e tem visão de futuro.

“O jovem na rua fica a mercê da violência, das drogas e das más influências”.

Pelo fato da maioria de sua população trabalhar no município de Porto Alegre, Alvorada se tornou conhecida como cidade-dormitório.

Cassiá ainda disse que, por muito tempo, Alvorada foi conhecida por manchetes negativas, como sendo a cidade campeã de violência e de homicídios no Estado.

“Hoje está conseguindo reverter este quadro negativo com fortes investimentos em saúde, educação, moradia, cultura e lazer”.

Cassiá fez referência ao prefeito de Alvorada, João Carlos Brum (PTB), presente na sessão.

“No ano passado Brum conquistou seu segundo mandato, unificando a política da cidade, modificando profundamente seu tecido sócio-econômico”, ressaltou.

A sessão da AL foi acompanhada pelo prefeito Brum; presidente da Câmara de Vereadores, Miro Joaquim dos Santos; comandante da Brigada Militar, tenente-coronel Edson Estivalete, e outras autoridades.

Em aparte se pronunciaram a deputada estadual Stela Farias (PT), ex-prefeita de Alvorada; Alceu Moreira (PMDB); João Fischer (PP); Adroaldo Loureiro (PDT); Marquinho Lang (DEM); Miki Breier (PSB); Abílio dos Santos (PTB) e Zilá Breitenbach (PSDB), em nome de suas bandadas.

Breier também falou em nome da bancada do PC do B.

HISTÓRIA Em 1952 foi criado o 3º Distrito de Viamão com a denominação Passo do Feijó.

A lei, aprovada pela Câmara, foi promulgada e sancionada pelo então prefeito de Viamão, tenente-coronel Ponçalino Cardoso da Silva.

Em 1965 uma nova lei garantiu a emancipação política do Passo do Feijó, que passou a chamar-se Alvorada.

O nome foi sugerido por um dos membros da Comissão Pró-emancipação, que considerou dois fatores: a alvorada do povo, que acorda às primeiras horas da manhã e parte para o trabalho, e o Palácio da Alvorada, o grande destaque na nova capital do país, Brasília, inaugurada em 1960.

O marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada ocorreu com a sesmaria entregue a João Batista Feijó, em maio de 1776.

O povoamento se deu pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão.

Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, elas começaram a ocupar áreas vizinhas.

Nas propriedades existiam tambos de leite, produção a que a maioria das famílias se dedicava.

Algumas também dedicavam-se à produção de hortifrutigranjeiros.

Serviam ao comércio, à economia de subsistência e alimentação dos animais.

Os principais produtos cultivados eram melão, melancia, aipim, mandioca e batata-doce.

O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas, que já circulavam pelo Estado no tempo dos Padres Jesuítas.

Em 1737 o brigadeiro José da Silva Paes trouxe ferreiros, carpinteiros e madeira para fabricar as carretas, pois era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto.

Oriundos da beira da Lagoa dos Barros e de outras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão.

Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio.

Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada, que se transformaram em ponto de parada obrigatória para os carreteiros.

Esses armazéns funcionavam em prédios de madeira com chão batido, onde se vendia fumo, cachaça, arroz e miudezas.

Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canoas foi desativado.

O início da educação deu-se através da contratação de professores por parte das famílias de maior poder aquisitivo, que obtiveram os profissionais dos municípios de Gravataí e Porto Alegre.

A professora vinha dar aulas para os filhos dos proprietários das fazendas e ali fixava residência, na fazenda que a contratava, relatou Cassiá.

Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas.

Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas o crescimento populacional das cidades vizinhas.

Um dos primeiros loteamentos feitos no Passo do Feijó foi o da Vila Passo do Feijó, aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos.

Surgiam os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros.

Com 72,9 Km2, e área urbana legal de 52 Km2, o município é pequeno, um dos menores do Estado.

A economia de Alvorada é baseada, principalmente, no comércio e no setor de serviços.

ORIGEM DO NOME Cassiá destacou a origem do nome de Alvorada, que está relacionado a uma prática diária dos habitantes da cidade: todos os dias eles acordavam cedo para trabalhar, tendo que sair do município ao nascer do sol.

Assim, ficaram conhecidos como os trabalhadores que vêm da Alvorada.

“Hoje seus habitantes continuam levantando com o raiar do dia.

Alvorada que nos últimos anos mudou para melhor sua fisionomia social, econômica e política”, acrescentou o deputado proponente da homenagem.

fonte: site do PTB – RS