Cassiá propõe ampliação dos benefícios do Procred aos mutuários do Fies

PTB Notícias 12/03/2010, 10:19


O deputado estadual Cassiá Carpes (PTB/RS) repercutiu na tribuna na tarde desta quinta-feira (11/03) matérias de jornais regionais e nacionais sobre a inadimplência de quase 50 mil jovens com o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do governo federal.

O parlamentar destacou as dificuldades enfrentadas por universitários para quitar sua dívida depois de formados, e mostrou-se surpreso com o fato de que agora os fiadores estão sendo cobrados para amortizar o pagamento dos inadimplentes, até mesmo com a possibilidade de perderem seus imóveis.

O petebista propôs a ampliação dos beneficíos de renegociação do Procred aos mutuários do Fies.

Cassiá citou o caso de uma jovem paulista, segundo o jornal Folha de São Paulo, que após cinco anos de sua formatura continua com dificuldade em pagar as prestações atrasadas e agora sua fiadora foi acionada pela Justiça para regularizar a situação, correndo o risco de perder seu próprio imóvel.

“Aqui no Estado sabemos que são cerca de 35 mil alunos na mesma situação.

Por isso, propomos que esta Casa faça o contato com a Caixa Federal no sentido de informar à sociedade sobre a realidade atual desses contratos e, juntos, propormos alternativas para contribuir com esses jovens a sanarem suas dívidas”.

O deputado, no entanto, frisou a importância da aprovação do PL 400/2009, do Poder Executivo, sobre o Fundo do Programa de Crédito Educativo (Procred) que autoriza a renegociação da dívida e prevê regras para essa ação.

“Recebemos inúmeros pedidos de estudantes que não conseguem quitar essa dívida, pois na maioria das vezes o débito da prestação se refere a quase todo o salário do recém-formado.

Nesse sentido, achamos importante a aprovação do projeto referente ao Fundo Estadual o qual facilita a negociação junto ao credor”, disse ele.

As operações, inclusive, poderão ser pagas com 30% de desconto à vista, parcelada em até 60 vezes com taxa de 3% ao ano (atualmente chegam a 9%), entre outras alternativas.

Segundo dados do Ministério da Educação, atualmente 250 mil contratos encontram-se em processo de amortização dos débitos, entretanto, cerca de 50 mil são de inadimplentes em todo País.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da ALRS)