Célia Rocha discute a mudança de local do presídio de Arapiraca (AL)

PTB Notícias 8/10/2011, 8:21


A deputada Federal Célia Rocha do (PTB), usou o seu micro blog (Twitter), para informar sobre uma reunião ocorrida em Maceió com o governador Teotônio Vilela (PSDB), e o senador Benedito de Lira do (PP), o motivo do encontro é a mudança do presídio de segurança média desembargador Luiz de Oliveira de Souza, localizado ao lado do campus da Ufal em Arapiraca.

Segundo a deputada a reunião foi bastante proveitosa e foi acordada a principio a construção de um muro alto entre o presídio e a universidade, visando possibilitar mais segurança, em seguida, haverá a remoção do Presídio, que será construído em novo local ainda a ser definido.

Entenda o caso:No dia em que a Ufal Arapiraca completa 5 anos, não se têm muito o que comemorar.

Ao invés disso, alunos, professores e técnicos realizam uma manifestação para cobrar soluções de segurança para o Campus.

Vestidos de preto e segurando faixa, os alunos bloquearam a Al-115, em frente a Universidade, para chamar a atenção das autoridades e cobrar uma posição com relação ao perigo da Ufal estar localizada ao lado do Presídio de Arapiraca.

No último dia 04 de setembro, durante a realização das provas do concurso do Ifal, dez presos fugiram do presídio Desembargador Luiz de Oliveira de Souza e invadiram a universidade, causando pânico entres os candidatos e organizadores do concurso.

O episódio chamou a atenção de toda a mídia e autoridades do Estado.

Porém, esta não foi a primeira vez.

Já houve casos de fuga no presídio em que os presos invadiram salas, trocaram tiros e vidraças foram estilhaçadas.

Após a última fuga, a situação se tornou insuportável.

Uma comissão formada por alunos, professores e técnicos resolveram organizara uma manifestação para chamar a atenção das autoridades.

Um abaixo assinado, pedindo segurança para o Campus.

De acordo com o professor Ricardo Victor, coordenador do curso de Arquitetura, alunos e funcionários vivem uma situação de perigo constante.

Ele disse ainda que a área cedida para a Universidade “abraça” o presídio, ou seja, futuramente o presídio pode ficar no meio da Universidade.

“A nossa luta não é uma questão higienista, mas é uma questão de maior segurança para nós, professores, técnicos e alunos.

Trata-se de uma incompatibilidade de uso.

Não há como permanecermos a mercê de uma bala perdida.

Além do amor à s nossas vidas, somos responsáveis pela integridade física e emocional dos nosso alunos”, afirmou o professor.

Os alunos também querem uma solução.

Para eles, ou a Ufal ou presídio tem que ir para outro local, pois não tem como ir para as aulas tranqüilos.

Para a estudante de arquitetura Leonara Niedja, o medo é constante.

A gente assiste aula esperando alguma coisa acontecer, principalmente na minha sala que é do lado do muro do presídio.

“Daí a gente fica olhando, com medo de que alguém pule de novo e os agentes comecem a invadir a Ufal atirando”, declarou a aluna.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Portal 7 Segundos