Célia Rocha lamenta Alagoas ser 1º estado no ranking da violência no país

PTB Notícias 5/03/2011, 8:09


Em discurso no Plenário, nesta semana, a Deputada Célia Rocha (PTB-AL), lamentou o fato de seu Estado, Alagoas, foi apontado como o primeiro estado no ranking da violência no Brasil.

Segundo ela, a pesquisa Mapa da Violência, divulgada pelo Ministério da Justiça, expressou em números o que até então era sentimento ou pressentimento de medo: Alagoas lidera o ranking dos estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Maceió desponta como a capital mais violenta do País, com 107,1%, e impressionante taxa de crescimento de 222 por cento.

E os jovens são a maioria das vítimas.

“Dinâmicos, os conceitos mudam com o tempo.

Paz já foi antônimo de guerra.

Hoje a guerra se dá em tempo de paz.

Para estudiosos do tema, a violência só decresce ou diminui com a conjunção de quatro “Ds”: desenvolvimento, direitos humanos, democracia e desarmamento.

E mesmo que tivéssemos níveis plenos de desenvolvimento, direitos humanos, democracia e desarmamento, ainda teríamos a violência que é o narcotráfico”, afirmou Célia.

A Parlamentar lembrou também que o último relatório do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes para o Brasil e o Cone Sul diz que o consumo de drogas no país aumentou entre 150 e 700 por cento na última década.

E o número de usuários de crack, a mais mortífera das drogas conhecidas, cresce de maneira assustadora.

“Trezentos milhões de reais por dia é o custo estimado da violência no Brasil.

E esses valores não contabilizam o sofrimento físico e psicológico das vítimas da violência brasileira, uma das mais dramáticas do mundo.

O fim desta violência poderia gerar um adicional superior a US$ 101 bilhões de dólares anuais à economia do país, conforme indica uma análise do Instituto para Economia e Paz, em matéria divulgada no dia 8 de junho de 2010 pela BBC de Londres, e que se repetiu nos principais noticiosos do país”, disse.

Segundo Célia Rocha, a solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda, com urgência, profundidade e extensão, a melhoria do sistema educacional, do sistema de saúde, da política habitacional e do fortalecimento do núcleo familiar.

“Requer, principalmente, uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções do problema.

O combate à violência não pode ser um penduricalho governamental.

A segurança pública é prioridade.

Prioridade é tudo aquilo que não pode ficar para depois.

Logo, é fundamental que tenhamos uma política de Estado, estratégica e perene, para combater os vetores da violência.

É fácil se livrar das responsabilidades.

Difícil é escapar das consequências por ter se livrado delas”, finalizou a petebista.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal da Câmara dos Deputados