Collor acusa governo de Alagoas de tratar com descaso a saúde pública

PTB Notícias 18/04/2013, 17:01


Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (18/04), o senador Fernando Collor (PTB-AL) acusou o governo de Alagoas de tratar com descaso a saúde pública.

Para ele, a situação chegou ao limite.

Segundo o senador, são recorrentes as notícias sobre a “total incapacidade da gestão do governo” na prestação de serviços públicos para a população mais carente nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Fernando Collor informou que teve início, nesta quinta-feira, um movimento chamado Jornada de Luta em Defesa de Alagoas, integrado por servidores públicos, sindicatos, associações comunitárias e partidos políticos.

Segundo o senador, o movimento externa a indignação da sociedade diante da falência dos serviços públicos, negados pelo “desgoverno” de Alagoas.

“Daqui, a minha solidariedade com todos aqueles que não perderam a capacidade de se indignar diante do governo”, disse o senador, direcionado suas críticas ao governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, do PSDB.

De acordo com Collor, existe até o risco de o governo estadual ter de devolver ao Ministério da Saúde três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), se estas não entrarem em funcionamento nos próximos dois meses.

As unidades já estão prontas, mas ainda não realizam atendimento público, por conta da “falta de vontade política” do governador.

O senador disse que representantes do governo federal já estiveram no estado, dando “um ultimato” ao governo local.

Ele disse que se trata de mais um fato “vergonhoso” para o governo do estado e acrescentou que Teotônio Vilela Filho não tem bom relacionamento com os profissionais da saúde.

Collor ainda criticou ações do governador que ele classificou de “eleitoreiras” e registrou que o Hospital Geral de Maceió está em situação de “abandono”.

Segundo Collor, o Sindicato de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal) informou que vai denunciar a situação de abandono das UPAs ao Ministério da Saúde e à Controladoria Geral da União (CGU).

Collor também informou que, de acordo com o Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM-AL), 45 hospitais do interior se encontram em estado precário, completamente abandonados pelo poder público.

“A saúde pública em Alagoas, infelizmente, continua na UTI”, afirmou.

CulturaFernando Collor afirmou que a “inércia administrativa” do governador é “peculiar e contumaz”.

De acordo com o senador, a política cultural também sente o descaso e a omissão do governado de Alagoas.

Ele informou que os cineastas locais fizeram uma carta aberta ao governo e à sociedade, denunciando as mazelas do setor, com a falta de uma política cultural democrática.

Os cineastas também reivindicam a regulamentação do fundo estadual de cultura, a aprovação e a implantação de uma lei estadual de incentivo à cultura, e a priorização de edital como forma democrática de acesso aos recursos públicos, com processos sérios e transparentes de seleção.

“O estado está à mercê de um governador mofino e resiliente, em face do sofrimento do nosso povo”, concluiu.

Agência Trabalhista de Notícias (NM), com informações da Agência SenadoFoto: Agência Senado