Collor anuncia discussão sobre os ‘gargalos’ que impedem crescimento

PTB Notícias 11/08/2009, 18:45


A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado está promovendo nesta semana uma série de audiências públicas para discutir a agenda 2009-2014, no que se refere aos principais ‘gargalos’ que impedem o crescimento do país em diversos setores.

O anúncio foi feito em Plenário pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), que preside a comissão.

Os painéis serão realizados sempre às segundas-feiras, às 18h, na sala 13 da ala das comissões.

O primeiro debate, marcado para esta segunda-feira, será sobre inovação e tecnologia.

Fernando Collor explicou que a idéia é reunir convidados ilustres, preferencialmente do mundo acadêmico ou empresarial, que possam trazer uma visão diferente da versão meramente oficial sobre questões relacionadas à infraestrutura brasileira.

Em outubro, a comissão pretende realizar uma série de painéis sobre o marco regulatório do pré-sal, adiantou o presidente da comissão.

– Até lá, imaginamos que o governo já tenha enviado à Casa a sua proposta do marco regulatório.

A comissão deseja estar na vanguarda dessa discussão – afirmou.

Discurso Fernando Collor reafirmou as denúncias feitas em pronunciamento na sessão plenária do último dia 3, contra a revista Veja, que, à época de seu afastamento da Presidência da República, em 1992, teria subtraído documentos que não poderiam ser divulgados sob pena de ação criminal contra o autor e a publicação.

Para publicá-los, disse, a revista teria recorrido a um deputado federal que disse ter recebido os documentos, anonimamente, em seu gabinete.

O senador lembrou, ainda, denúncia que fez contra o articulista da Veja, Roberto Pompeu de Toledo, que, segundo disse, teria procurado um ministro do Supremo Tribunal Federal a quem teria oferecido reportagem, com foto de capa, se votasse contra ele no processo a que respondia naquele tribunal.

Collor disse que ratificava suas afirmações diante do fato de a revista ter publicado matéria tentando detratá-lo e de o articulista ter afirmado que sua denúncia não era verdadeira.

O senador disse que durante 15 anos foram dadas as versões mais diversas aos episódios que culminaram com o seu afastamento da Presidência da República, acrescentando que agora, que dispõe de uma tribuna para dar a sua versão, o faz para que “a nação brasileira possa fazer o correto juízo do que aconteceu nos idos de 1992”.

fonte: Agência Senado