Collor discute proposta de capacitação e formação de recursos humanos

PTB Notícias 10/06/2010, 10:39


A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, na qual o presidente é o senador Fernando Collor (PTB/AL), reuniu-se nesta última segunda-feira (7/6), para debater as propostas apresentadas ao longo dos 12 painéis da Agenda Desafio 2009-2015 – Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, realizada no primeiro semestre deste ano, envolvendo representantes do governo, iniciativa privada e mundo acadêmico.

Os debates, conduzidos pela CI, contaram com a participação de profissionais que se revezaram a cada semana, para discutir os desafios que o país vai ter que superar na capacitação profissional em setores como petróleo, gás, telecomunicações, transportes, entre outros.

Ao longo dos 12 painéis foram apresentadas 118 sugestões de políticas públicas voltadas ao melhoramento da qualificação profissional e do estimulo a profissões como engenharia.

Após algumas avaliações, as sugestões foram condensadas em 35 propostas, debatidas durante a reunião desta segunda feira, que contou com a participação de representantes de cada um dos painéis.

As sugestões serão reunidas em um relatório final, que será elaborado pelo Diretor Executivo do IGD (Instituto de Geodireito), Luiz Ugeda Sanches, e depois repassado aos demais participantes do grupo de estudos de sistematização e consolidação das propostas da Agenda 2009-2015 para a finalização do texto que será encaminhado ao governo federal como sugestão de uma política de formação e capacitação de recursos humanos.

O debate durou cerca de quatro horas e girou em torno de propostas como o incentivo fiscal às pequenas empresas que investirem na capacitação dos seus profissionais, proposta apresentada pelo Presidente da Aker Solutions do Brasil, Marcelo Taulois, ou a que defende a participação de profissionais reconhecidamente competentes e experientes nas universidades, sugerido pelo ex-reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Michal Gartenkraut.

Marcos Freitas , do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, voltou a defender o pagamento de royalties para os índios pelo uso de terras indígenas para projetos de infraestrutura.

Ele alertou para a falta de capacitação de profissionais voltados à questão de mudanças climáticas.

Freitas lembrou embora o tema esteja na ordem do dia, as empresas tem que trabalhar no sentido não apenas da redução de poluentes, mas na adaptação aos efeitos do aquecimento.

O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, reiterou a importância da pesquisa especial desenvolvida pelo Brasil e destacou que o Brasil é o único país do mundo que dispõe de duas áreas próprias para o lançamento de foguetes, mas que não investe em pesquisa espacial.

José Renato de Almeida, coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo (Prominp), lembrou que somente no setor de petróleo existem profissionais em mais de 40 tipos diferentes de engenharia.

Ele destacou ainda o problema da regionalização, lembrando que cada uma tem sua vocação, que não pode ser desconsiderada na elaboração das políticas públicas.

O presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense, assinalou que as grandes metrópoles brasileiras precisarão repensar o transporte público, como forma de reduzir os congestionamentos atuais e melhorar a qualidade de vida da população.

Ao final da reunião, Ugeda disse que identificou quatro grupos que sintetizam todas as sugestões apresentadas, as quais poderiam constar de um futuro projeto de lei para discussão no Congresso Nacional: criação de uma política nacional de recursos humanos nos setores de infraestrutura; atendimento ao binômio interdisciplinaridade-regionalização, para que as áreas tecnológicas comuniquem-se com os demais ramos do conhecimento visando o desenvolvimento regional; estruturação da governança institucional; e enfoque na questão do custeio das propostas e do repasse das verbas a ela destinadas.

Fernando Collor (PTB-AL), coordenador da reunião, assinalou que as discussões apontaram para a necessidade de uma união entre os três segmentos da sociedade: o governo, a iniciativa privada e o mundo acadêmico.

– Todo o trabalho que realizamos nos últimos meses vem demonstrar a preocupação por parte da iniciativa privada e do mundo acadêmico de fazermos um enorme esforço para capacitar a mão-de-obra já formada – afirmou o senador Fernando Collor.

Agência Trabalhista de Notícias com informações da Agência Senado