Collor diz que os países desenvolvidos não estão sabendo lidar com a crise

PTB Notícias 13/09/2011, 17:11


O tema do debate desta segunda-feira (12/09/2011) da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), presidida pelo senador Fernando Collor de Mello, do PTB de Alagoas, foi a União Européia e o Euro, crise na Grécia, situações na Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e as implicações na África.

Ele faz parte do ciclo de audiências da CRE sobre os rumos da política externa brasileira.

Ao abrir a sessão, Collor disse que os países desenvolvidos não estão sabendo lidar com a crise que começou na Grécia e ameaça a economia mundial, o que na avaliação do petebista “é muito preocupante”.

Ele lembrou a reunião da última sexta feira (09) dos presidentes de bancos centrais dos sete países mais industrializados do mundo, o G7, que não apresentou resultados concretos e culminou com a demissão do representante da Alemanha.

“Essa demissão do principal economista e único membro alemão do BCE (Banco Central Europeu) aumenta a preocupação no mercado financeiro internacional porque demonstra claramente a luta no âmbito do Banco Central Europeu entre correntes contrárias e favoráveis à compra de títulos de países em dificuldades.

A esse cenário em si bastante negativo devem ser acrescentadas as manifestações sindicais e greves contra as políticas econômicas restritivas, sobretudo na Grécia e na Itália”, disse o senador petebista.

Para Izaias Coelho, especialista em Comércio Internacional e Finanças Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a crise européia vai ter repercussões no Brasil.

Ele disse que é “inegavelmente” e que “já está tendo” consequências de alguma maneira.

Segundo o Izaias, as economias são interdependentes e não há como deixar de escapá-las.

“Esses países que estão em crise são os nossos mercados de exportação.

Se eles vão mal, nós sofremos”, explicou Izaias, que espera que as consequências sejam de menor gravidade.

Participaram também do debate José Manoel Gonçalves, especialista em Relações Econômicas Mercosul e Sul da África; Winston Fritsch, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); e Frederico Gonzaga Jayme Junior, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Rádio SenadoFoto: Moreira Mariz/Agência Senado