Collor expõe preocupação com rombo no setor elétrico, que provocará alta

PTB Notícias 20/01/2015, 15:18


Neste ano, a conta de luz deve sofrer aumentos maiores que os registrados em 2014, que passaram de 30%.

Isso porque o governo federal decidiu não repassar para o setor elétrico os recursos da Conta de Desenvolvimento Econômico, um fundo para custear subsídios à produção de energia, que teriam nove bilhões de reais disponíveis em 2015.

De acordo com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, os gastos serão pagos pelos consumidores, o que significa que eles serão repassados para a conta de luz.

O senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas, alertou na última reunião da Comissão de Infraestrutura que as operadoras acumulavam prejuízos e que as tarifas teriam que ser aumentadas para cobrir esse rombo.

“A conta da crise já ultrapassa R$100 bilhões desde 2012.

Indenizações às empresas que aderiram ao pacote de renovação antecipada das concessões, gastos com o acionamento intensivo das usinas térmicas e a sequência de socorros financeiros às distribuidoras estão na fatura”, disse o senador petebista.

O uso acentuado de usinas térmicas acontece em cenários de pouca chuva e baixa nos reservatórios das hidrelétricas.

Para poupar a água das represas, são acionadas as usinas movidas a combustíveis fósseis, o que encarece a energia.

O impacto da decisão do governo nas contas de luz anda será estudado, mas a expectativa é que ele seja alto.

Collor lembra que a estimativa para cobrir os gastos só deste ano é de um reajuste de quase 40%.

“O Centro Brasileiro de Infraestrutura estima em R$ 35 bilhões o tamanho do rombo no setor elétrico em 2015.

Isso significa um aumento de tarifa de cerca de 39%, fora a inflação.

Se o Tesouro pudesse colocar R$9 bilhões, o aumento de tarifa cairia para 29%”, afirmou Fernando Collor.

O cálculo do valor necessário será feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Além dos reajustes anuais, a Aneel pode fazer as chamadas Revisões Tarifárias Extraordinárias, para compensar aumentos repentinos no custo de produção de energia.

Agência Trabalhista de Noticias, com Rádio Senado