Comissão presidida por José A. Maia fiscaliza caso de lixo hospitalar

PTB Notícias 2/11/2011, 7:48


Os deputados federais José Augusto Maia (PTB/PE), delegado Protógenes (PCdoB/SP) e Dr.

Aluízio (PV/RJ) estiveram em Pernambuco ontem, 01/11, para fazer uma visita a Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do Estado.

À tarde, eles participaram de uma reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Recife.

Os parlamentares integram a comissão externa, que vai acompanhar e fiscalizar as investigações sobre o lixo hospitalar apreendido no Porto de Suape, no último dia 11/10.

O material foi importado dos Estados Unidos por uma empresa pernambucana.

Na última segunda-feira (31/10), os deputados fizeram reuniões na Polícia Federal, responsável pelas investigações, no Porto de Suape e na sede da Secretaria de Defesa Social.

O petebista José Augusto Maia, presidente da Comissão, explicou como serão as ações em Pernambuco: “É uma comissão que vem para observar tudo e esclarecer o documento final”.

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A primeira reunião foi com o secretário de Defesa Social do Estado, Wilson Damázio.

Ele falou sobre o trabalho da Polícia Civil no caso.

“O inquérito foi encaminhado para a PF.

O laudo pericial também já foi encaminhado agora, no final de semana passado.

E estamos à disposição da PF para ajudar no que for possível”, afirmou.

Também fazem parte da Comissão Externa os deputados federais João Campos (PSDB/GO) e Marlos Sampaio (PMDB/PI).

HistóricoNo dia 11 de outubro, a Receita Federal apreendeu dois contêineres com cerca de 46 toneladas de lixo hospitalar, vindos dos Estados Unidos.

O destino da carga era a empresa Na Intimidade, do empresário Altair de Moura, em Santa Cruz do Capibaribe, polo têxtil no Agreste de Pernambuco.

A defesa de Moura afirma que o conteúdo é incompatível com o pedido.

O inquérito para apurar as responsabilidades pelo desembarque de contêineres com lixo hospitalar vindos dos Estados Unidos está concentrado nas mãos da Polícia Federal, que vai aproveitar as diligências já feitas pela Polícia Civil de Pernambuco.

As investigações apontam para a prática de crimes de contrabando, ambiental e uso de documento falso.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Portal G1