Conselho de Ética arquiva processo e Ricardo Izar rebate críticas do Psol

PTB Notícias 17/10/2007, 7:52


O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, presidido pelo deputado Ricardo Izar, do PTB de São Paulo, decidiu nesta terça-feira (16/10), por unanimidade, arquivar o processo do Psol contra o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA).

Ele foi acusado de praticar tráfico de influência junto ao Tribunal de Contas da União para beneficiar a construtora Gautama, investigada por fraude em obras públicas na Operação Navalha, da Polícia Federal.

A votação do conselho seguiu o parecer do relator, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que apontou falta de provas.

No início da reunião do Conselho, o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), reclamou que o relator não acatou a sugestão de ouvir o dono da Gautama, Zuleido Veras.

O líder do Psol lamentou que o Conselho de Ética tenha se tornado um lugar com tendência a sempre inocentar os deputados.

“Evidente que o espírito de corpo existe.

Isso é crônico, secular.

Em algumas situações ele se manifesta de maneira mais contundente, em outras menos.

“O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar, rebateu as críticas de Chico Alencar.

Ele afirmou que o órgão só poder julgar representações consistentes, com fatos e não com suposições.

“O grande problema no Conselho de Ética é que alguns partidos fazem a representação como se aqui fosse uma delegacia de polícia.

Precisamos ter fatos concretos.

Simplesmente neste caso [o Psol] mandou recortes de jornais e o relator correu, trabalhou, empenhou-se e não encontrou nada.

“, afirmou o deputado petebista.

Ricardo Izar também rebateu as críticas de que o processo contra o deputado Paulo Magalhães tenha ocorrido de maneira mais rápida que o normal, lembrando que o conselho tem 90 dias para apresentar um parecer.

A representação foi apresentada pelo Psol em 1º de agosto, há dois meses e meio.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência Câmara)