Contaminação do leite materno é debatida pela deputada Federal Célia Rocha

PTB Notícias 9/04/2011, 12:36


Aconteceu nesta última quinta-feira, 07/04/2011, a Audiência Pública que, tratou da Contaminação do Leite Materno por agrotóxicos.

O requerimento foi apresentado pela deputada federal Célia Rocha-PTB/AL.

O debate contou com a participação de representantes de diversos segmentos e órgãos federais como: o Coordenador do Fórum Nacional de Agrotóxicos, procurador Pedro Luiz G.

Serafim da Silva; o representante da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Aléssio Maróstica; o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, José Agenor Álvares da Silva; o representante da Secretaria Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores, Valter Israel da Silva e diversos deputados federais.

O tema debatido foi motivado por noticias e estudos veiculados em mídia nacional.

Onde, detectou-se em 62 mulheres lactantes, atendidas pelo Programa Saúde da Família, contaminação por agrotóxicos no leite materno.

Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico.

Em 85% dos casos foram encontrados entre dois e seis tipos.

O fato aconteceu em Mato Grosso, na cidade de Lucas do Rio Verde.

O município é grande produtor de grãos e está entre um dos maiores produtores nacional de milho, tornando-se um dos principais pólos do agronegócio do Estado e do País.

O agrotóxico encontrado nas análises foi o Diclorodifeniltricloroetano – DDT, agrotóxico cuja fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização e uso foram proibidos no Brasil pela Lei nº 11.

936, de 14 de maio de 1999.

Os estudos químicos resultantes, segundo divulgação determinaram a presença de o Diclorodifenildicloroetano – DDD e o Dicloerodifenildicloroetileno – DDE, produtos responsáveis por provocar infertilidade masculina e abortos espontâneos, além da intoxicação de alimentos, de mananciais e do ar.

A preocupação da deputada Célia Rocha, se destaca: “É inadmissível que em um país que incentiva o aleitamento materno, a alimentação saudável, se obtêm informações que o leite materno está contaminado.

Qual segurança essas mães terão em amamentar seus filhos?” disse a deputada.

Outro produto que foi destacado por Célia Rocha, é o uso de lesmicida a base de metaldeido, produto altamente tóxico para seres humanos, na produção de hortaliças.

A deputada como médica, e que conhece a substância diz que: ” Para uso doméstico o produto é prejudicial à saúde, imaginem na agricultura.

” Os expositores e representantes dos segmentos convidados a debater o assunto, concordaram com a deputada Célia Rocha, no sentido de que a fiscalização deve ser feita com mais rigor e que, campanhas instrutivas devem ser apresentadas aos produtores, sejam eles da agricultura familiar ou do agronegócio.

Uma Subcomissão Especial dos Agrotóxicos já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família – CSSF, a qual trabalhará, inicialmente, em um período de três meses a influência negativa do uso de agrotóxicos na vida dos(as) trabalhadores(as) do campo; na terra, nas águas e na saúde do consumidor.

Informações sobre o leite materno(fonte: Wikipédia): Produzido pela mulher para alimentar o bebê, através do aleitamento.

É a primeira e principal fonte de nutrição dos recém-nascidos até que se tornem aptos a comer e digerir os alimentos sólidos.

O leite materno é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento completo, fornecendo componentes para hidratação (água) e fatores de desenvolvimento e proteção como anticorpos, leucócitos (glóbulos brancos), macrófago, laxantes, lipase, lisozimas, fibronectinas, ácidos graxos, gama-interferon, neutrófilos, fator bifidus e outros contra infecções comuns da infância, isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança.

Já foi demonstrado que a complementação do leite materno com água ou chás é desnecessária, inclusive em dias secos e quentes.

Recém-nascidos normais nascem suficientemente hidratados para não necessitar de líquidos, além do leite materno, apesar da pouca ingestão de colostro nos dois ou três primeiros dias de vida.

O leite humano, em virtude das suas propriedades antiinfecciosas, protege as crianças contra infecções desde os primeiros dias de vida.

Além de diminuir o número de episódios de diarréia, encurta o período da doença quando ela ocorre e diminui o risco de desidratação.

Agência Trabalhista de Notícias, (IS) com Informações da Assessoria da Deputada Célia Rocha